segunda-feira, 24 de julho de 2017

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Ciúmes: doença ou sinal de amor?


     






       
           O que você acha? Já parou para pensar sobre isso? Você se considera ciumento (a)? Muitas vezes a pessoa que sofre e faz o outro sofrer por ciúme nem percebe o quanto desperdiça a sua existência, tornando um relacionamento que poderia ser bom em um verdadeiro inferno.  As justificativas são muitas: “tenho que cuidar do que é meu”; “se ele olhar para outra mulher, pode não me querer mais”; “amigo homem não tem amiga mulher”; “se ele (a) for embora, vou morrer”. Mas o que, de fato, está na base desse sentimento são o medo do abandono, a baixa auto-estima e a dependência emocional.

     Catarina era uma mulher linda. Adorava a vida e se divertia muito. Irradiava alegria e, por isso, todos gostavam da sua companhia.  Conheceu Walter que  pareceu o par perfeito para sua estada nesse mundo. Ele era brilhante, um excelente profissional, gostava de viajar e de cinema. Foi também o que a atraiu. Era mais velho que ela, o que lhe parecia garantir certa segurança. O início do relacionamento amoroso foi maravilhoso. Muitas risadas que contribuíram para um quadro típico de paixão. No entanto, aos poucos, a insegurança foi minando a relação e o que era amoroso tornou-se tenebroso. Com medo de perder o seu parceiro, Catarina começou a controlar seus passos. Não admitia que ele se atrasasse, nem que olhasse para os lados quando saiam para tentar se divertir. Qualquer mulher, que considerasse atraente, se tornava pauta para discussões intermináveis que se estendiam durante uma madrugada inteira. Muitas vezes o problema se arrastava para o dia seguinte. O que era leve tornou-se um fardo. Nenhum dos dois tinha paz. Uma raiva gigantesca era o sentimento mais comum nela e ele vivia com medo de mais um escândalo. Não levantava os olhos e nem olhava para os lados, pois qualquer coisa poderia ser considerada paquera. Os dois sofriam.  Quando Walter decidiu que não queria mais a relação doentia, Catarina, tomada de ódio, colocou veneno em sua comida. Hoje ela cumpre pena no Talavera Bruce, no Rio de Janeiro.

      São incontáveis os casos de relacionamentos destruídos por conta desse sentimento degradante que chegam ao consultório.  E, muitas vezes, o amor que era bom, já nem existe mais. Só sobrou a insegurança e o medo de ser deixado por outra pessoa.  Mas, quando o  que chamamos de amor pode se tornar nocivo e arrebatador? Que sentimento é esse, que quando mal administrado causa tragédias irreparáveis? Quando, sem perceber, levamos nossa emoção, que a princípio parece nobre, para um lugar que nos faz adoecer? Paixão e amor tem a mesma origem?

       Quando nos apaixonamos há uma comoção corporal, que segundo a pesquisadora Cindy Hazan, da Universidade Cornell de Nova Iorque, dura de 18 a 30 meses. Tempo suficiente, segundo ela, para que o casal se conheça, copule e gere uma criança. A paixão tem data para acabar e essa é uma programação biológica.

         Muitas pessoas acham que é o coração quem comanda a paixão. Ledo engano. Tudo começa no cérebro e se espalha pelo corpo como um tsunami hormonal que invade cada entranha dos nossos órgãos. Dopamina, feniletilamina e ocitocina, substâncias comuns em todas as fases da existência, são potencializadas nesse período inicial do relacionamento amoroso, causando aumento da pressão arterial, da freqüência respiratória e dos batimentos cardíacos. Causam também dilatação das pupilas, tremores, rubores, além de falta de apetite, concentração e sono. Mas, com o tempo, o organismo vai estabilizando seus efeitos e toda a intensidade da paixão se desvanece. Agora é a fase em que o casal precisa escolher: ou se separa e vai em busca de novas e intensas experiências ou constrói uma relação mais branda, onde o companherismo, o afeto, a tolerância, a admiração e o respeito tornam-se a tônica da existência.  É aí que o amor começa a se desenvolver, originário da paixão inicial.

      O problema do ciúme surge quando nos percebemos ameaçados. Isso quer dizer que a sua base é a insegurança. Este é um sentimento que produz angústia e pode atingir formas doentias, abalando a nossa saúde mental. Fisiologicamente ele é controlado pela mesma estrutura cerebral palco da paixão: núcleo accumbens, que faz parte do sistema de recompensas e nos motiva a proteger o objeto do nosso desejo. Quando estamos apaixonados, um hormônio chamado ocitocina, aumenta a produção de dopamina no nosso cérebro, por isso ao vermos a pessoa amada, ouvirmos sua voz ou lembrarmos dela, liberamos esse hormônio  que hiperestimula a liberação de dopamina no núcleo accumbens, criando uma espécie de fissura pelo objeto de desejo. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína”, diz o neurocientista Renato Sabbatini, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas. Assim, a ameaça de falta de abandono produz uma espécie de “crise de abstinência amorosa”, tornando a pessoa ciumenta uma dependente química do amor. Ela precisa de mais dopamina. Quanto maior a intensidade desta dependência, maior o grau de ciúme.

     Com a prática clínica percebemos que não há nenhum grau de ciúme que seja produtivo ou satisfatório, apesar de psicólogos evolucionistas afirmarem que essa seria uma forma de mantermos a pessoa bem pertinho da gente. O problema é que o ciumento (a) não percebe quando esse sentimento exacerba. Há uma espécie de cegueira da lógica e o que começa a pautar as ações do indivíduo são emoções de medo, raiva e desconfiança e o que era colorido e cheio de graça começa a perder a cor. Então,  o sujeito apaixonado perde de vista a manutenção do bem-estar, tanto dele, quanto do seu parceiro e começa a cometer atrocidades, desrespeito à individualidade e agressões  tornando a vida de todos um verdadeiro inferno. As preocupações com uma possível infidelidade começam a causar sofrimento e prejuízo no seu funcionamento normal. E, o que poderia ser uma saudável história de amor, se transforma em ódio e obsessão. Os ciumentos sofrem e fazem sofrer. Transformam a relação em um perigoso jogo, onde na briga para não perder acabam sendo derrotados.  Por isso, caros leitores, em caso de ciúmes exagerados ou não, prestem atenção. A quantidade de ciúmes que você sente do outro não significa que você o ama. Pode sim, sinalizar um transtorno mental que pede tratamento urgente, antes que o caldo entorne e o casal passe a fazer parte das terríveis estatísticas que põe a cena passional no centro dos crimes mais hediondos da face da terra.

ALGUMAS DICAS PARA DOMAR ESSE MONSTRO

  •  Concentre a sua energia em você.  Multiplique os seus interesses. Se dedicar exclusivamente ao seu  par é índice de pobreza existencial.
  •      Ao perceber algum sinal de que as coisas não andam bem na relação, sente-se e discuta o problema. Não crie fantasmas.
  •     Se você não confia no seu parceiro (a), repense a relação. Talvez não valha a pena o investimento.
  •     Não sinta medo de ficar sozinho (a). Existem outros modos de exercer o seu amor. Ser solteiro (a) te dá a possibilidade de exercitar a amizade e multiplicar seus prazeres.
  •     Não esqueça, o amor é seu e você pode investi-lo onde quiser.
  •      Finalmente, se perder uma pessoa, não esqueça que terá todas  as outras do planeta como possibilidade de objeto amoroso. 


sábado, 8 de abril de 2017

VOCÊ PODE TRANSFORMAR SEUS SONHOS EM REALIDADE

                   

Esta é uma verdade científica. Pesquisadores estão aí para comprovar que, se soubermos para onde queremos ir, é bem provável que consigamos chegar lá.  O grande problema é quando acordamos todos os dias sem saber qual é o nosso propósito na vida. Você já pensou sobre isto? Sabe para quê você acorda todos os dias? É muito comum observamos pessoas que vivem sem sentido, levantam para trabalhar pensando apenas em pagar contas sem nunca se questionar sobre o valor da sua existência e acham o que querem é inatingível. Ledo engano.
Nossos sonhos podem ser sutis, mas são extremamente poderosos, pois funcionam como um esboço do que pode vir a ser real e servem de motor para atingirmos nossas metas. Acreditem, parece mágica, mas não é: quando perseveramos em nossos desejos, já temos meio caminho andado para realizá-los.  Tudo que foi criado neste mundo, um dia foi intenção. A diferença entre o que ficou na imaginação e o que existe hoje foi o planejamento do ponto de partida até o ponto de chegada. Por isto, meus queridos leitores, nesta edição, decidi contar para vocês como podemos transformar a nossa história através da nossa organização mental.

O cérebro humano com aproximadamente 1,5 quilos, 100 bilhões de células nervosas, 90 cm² de  extensão de tecido nervoso é um dos responsáveis por esta transformação. É como um computador que armazena informação, classifica de diferentes maneiras e faz cálculos com extrema velocidade. Ele é a máquina que, impulsionada pelo nosso desejo, cria o mundo real. É verdade, nós temos o poder de criar a realidade. Mas, de onde vêm nossos desejos? De onde parte o querer? 

O cérebro é apenas a estrutura física que possibilita nossas ações no mundo, mas a verdadeira criadora de realidade é a mente. Por exemplo, pessoas deprimidas não vivem com um humor triste, mas num mundo triste, pois  interpreta negativamente tudo ao seu redor. Ela pinta o universo de negro e vai declinando em vários tons de cinza. O cérebro, que busca coerência o tempo todo, faz com que, de fato, todas as coisas correspondam ao seu pensamento monocromático, e aí, já era:  mundo triste, vida triste.

Pessoas realizadoras de sonhos acreditam no futuro. Elas se imaginam lá! Sabem o que querem e montam a sua vida em torno do que  acreditam que as farão felizes. Sabem que podem transformar a realidade, fazendo com que o que sonhou se concretize. Auto-conhecimento é a chave para a realização! Saber quem é e o que quer é o primeiro passo para uma vida de sucesso! “Decifra-me ou te devoro”, este é o enigma da vida. É preciso, em primeiro lugar que organizemos nossa mente de maneira que as coisas fiquem bem claras! Quem você é? O que você quer? O que você quer combina com seus valores? Seus valores combinam com sua proposta de vida?
Diversos famosos tiveram muitas dificuldades na vida, mas não desistiram. Elvis Presley, por exemplo, foi despedido em sua primeira audição. Diziam que não iria longe, e que ele ia continuar dirigindo seu caminhão. Resultado de não seguir esses conselhos? Presley tornou-se o segundo artista com mais álbuns vendidos em toda a história! Alexander Graham Bell, o inventor do telefone também sofreu nas mãos de críticos. Quando sugeriu ao presidente da Western Union produzir o telefone, ouviu: “O que é que a nossa empresa vai fazer com esse brinquedo?”. Ainda bem que ele persistiu na ideia que tinha; bom pra nós! Charlie Chaplin, um dos destaques do cinema mudo, já ouviu muitos: “Nãos!” Diziam que os filmes dele não teriam fama nenhuma. Albert Einstein, conhecido por seus enormes feitos na física e vencedor de um prêmio Nobel, era encarado por muitos, quando pequeno, como tendo a mente lenta. Começou a falar com quatro anos e aprendeu a ler aos 7 anos de idade. Também recusaram Einstein numa escola técnica da Suíça. Os cientistas da época achavam que ele era apenas um sonhador. Ludwig van Beethoven um dos compositores mais talentosos e respeitados da história também não teve uma vida tranquila. Não conseguia segurar o violino direito e em vez de se aprimorar, queria tocar só músicas de sua própria composição. Seu professor ficava irritado com isso e o considerava um verdadeiro fracassado. Que coisa, não? Foi a confiança em sua habilidade que fez com que Beethoven acreditasse muito pouco no que os outros diziam.  Walt Disney foi despedido de um jornal acusado de falta de criatividade. O primeiro estúdio que montou faliu. Foi até a MGM para vender a ideia do Mickey Mouse, mas falaram pra ele que um rato iria assustar as mulheres. . Henry Ford foi a falência cinco vezes  antes de ser um sucesso em sua profissão! Muitas pessoas zombavam dele constantemente. Resultado? A frase do próprio Ford resume tudo: “O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência”. Você concorda com ele? Estes são apenas alguns exemplos de pessoas que acreditaram em seus sonhos e seguiram em frente, traçando metas sem desistir nunca e nem olhar para trás. E você, o que quer ser quando crescer?


Aproveitando o encerramento de um ano e o nascimento de novas 365 páginas em branco para escrever  sua história, gostaria de propor exercícios para você começar a ser quem você quer.

1)    Pare agora, não faça mais nada a não ser pensar em como você gostaria de estar daqui a um ano. Pegue um papel bem bonito e canetas coloridas e escreva isto. Por exemplo, “desejo comprar um carro” ou,  “quero estar dez quilos mais magra” (o). É muito importante que você defina bem o seu desejo. Se for um carro, imagine inclusive a cor. Se for emagrecer, pense exatamente em quantos quilos  você  quer eliminar
  
2)    O segundo passo é: organize estratégias que possa usar para atingir este objetivo. As ferramentas estão aí, bem à mão. Se quiser o carro,  precisa saber quanto custa e quanto precisará dispor para conseguir comprá-lo. Se for emagrecer, precisará dividir o peso total por mês, até atingir o seu alvo. Exemplo, para comprar um carro, você precisará dividir o valor total pelo tempo em que prevê a realização da sua meta. Se for emagrecer, é necessário dividir o total de quilos que almeja emagrecer pelo tempo necessário para isto. Se o total são dez quilos em doze meses, 900 gramas por mês são mais que o suficiente.
3)    Agora, é muito importante que se pergunte se estes objetivos farão diferença em sua vida. Se eles realmente são atraentes para você. Qual é o sentido que dará à sua existência.  
4)    Outra coisa que você precisa pensar é se, de fato, são realizáveis. Você poderá guardar quatro mil reais mensais para comprar o carro no fim do ano, ou será preciso, neste primeiro momento, começar com um mais baratinho para depois evoluir? Ou, como pode aumentar a sua renda para realizar o seu sonho.  Se precisa emagrecer cinqüenta quilos, terá capacidade de eliminar aproximadamente cinco por mês? Pensar em metas realizáveis é muito importante para que não caia na frustração. Os sonhos podem ser grandiosos, mas as metas devem ser palpáveis.
5)    É fundamental também que comemore e reconheça seus pequenos passos e se perdoe por eventuais fracassos. Mantenha-se firme em seu propósito, apesar dos tropeços.
6)    Materialize seu pensamento, recortando imagens do seu objeto de desejo e ponha em um lugar que você possa ver todos os dias ao acordar e quando for dormir. Isto faz com que você não perca seu sonho de vista.
7)    Anote tudo.  Metas, submetas e também suas pequenas realizações. Isto ajuda muito, pois a palavra materializa o pensamento e faz com que o seu cérebro “entenda” que não tem trabalhado em vão.



Finalmente, vá em frente, o mundo está aí esperando você brilhar. Transforme a sua vida, saiba em que lugar está e defina aonde quer chegar, pois estudos  demonstram que pessoas de sucesso  têm a mente voltada para a criação do futuro desejado. Elas definitivamente não contam com a sorte. Sabem que passarão por dificuldades, mas compreendem que faz parte do jogo. Obstáculos não as impedem de caminhar.  Ao contrário, são resilientes e fazem da adversidade uma mola para a sua realização pessoal em amplo aspecto. Sabem que é a mente que comanda o cérebro e que quando o cérebro muda, a realidade vai junto com ele. E aí, você está  pronto para criar uma nova realidade e viver uma história que sempre sonhou? Mãos na massa, aproveite hoje e reavalie a sua vida.  Sempre é tempo!!!!!!!!!!!

Quando atingir suas metas e realizar seus sonhos, escreva para mim e conte sua história. Ano que vem podemos publicá-la e provar ao Universo o quanto você pode ser e ter o que quiser nesta vida.
Espero ter contribuído e feliz trezentas e sessenta e cinco possibilidades de dias melhores para você!

ADRIANA SANTIAGO
CRP: 05-20345

Neuropsicóloga com 25 anos de experiência clínica. Especialista em Psicologia Positiva, Neurociências e Terapia Cognitivo Comportamental e Transtornos Alimentares.  Escritora, professora de Psicologia Positiva e Terapia de Esquemas.  Autora do blog PAPO CABEÇA COM ADRIANA SANTIAGO. Diretora do NUAPP (Núcleo de Aplicação da Psicologia Positiva).

TELEFONES PARA CONTATO: 98662-2565/36082565

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

TESTE

TESTE

TESTE SEU NÍVEL DE FELICIDADE*

Instruções: Encontram-se a seguir várias afirmações sobre a felicidade. Indique o quanto concorda ou discorda com as declarações, associando um número a cada uma delas, segundo a escala abaixo.
1 – Discordo inteiramente, 2 – Discordo moderadamente, 3 – Discordo um pouco, 4 – Concordo um pouco, 5 – Concordo moderadamente, 6 – Concordo Inteiramente.



1)      Minha maneira de ser me agrada muito. (      )
2)      Interesso-me profundamente por outras pessoas. (    )
3)      Acho a vida bastante satisfatória. (     )
4)      Tenho sentimentos muito afetuosos por quase todas as pessoas. (     )
5)      Quase nunca acordo me sentindo cansado. (       )
6)      Sou especialmente otimista em relação ao futuro. (      )
7)      Acho quase tudo muito divertido. (    )
8)      Estou sempre comprometido e envolvido. (     )
9)      A vida é boa. (      )
10)   Considero o mundo um bom lugar. (    )
11)   Sorrio muito. (     )
12)   Estou bastante satisfeito com tudo em minha vida. (    )
13)   Me acho atraente. (     )
14)   Quase sempre faço o que gostaria de fazer. (   )
15)   Sou muito feliz. (     ).
16)   Encontro beleza em algumas coisas. (     )
17)   Exerço sempre um efeito alegre nos outros. (     )
18)   Encontro tempo para tudo que quero fazer. (      )
19)   Sinto que tenho controle da  minha vida. (       )
20)   Acho que posso fazer o que quer que seja. (       ).
21)   Sinto-me mentalmente vigilante. (      )
22)   Quase sempre estou alegre e entusiasmado. (       )
23)   Acho fácil tomar decisões. (       )
24)   Tenho um sentimento especial de sentido e objetivo na vida. (      )
25)   Acho que tenho muita energia. (     )
26)   Em geral, exerço influência positiva sobre os acontecimentos. (      )
27)   Divirto-me com outras pessoas. (      )
28)   Sinto-me particularmente saudável. (     )
29)   Acho que tenho memórias felizes do passado. (      )



Resultado:

De 174 a 150. Parabéns, você tem um ótimo nível de bem-estar subjetivo. Parece que quando as coisas não andam muito bem, você muda de perspectiva e se reinventa rapidamente.

De 149 a 100. Atenção, você pode melhorar o seu nível de felicidade mudando o seu olhar sobre as adversidades da vida. O caminho é este. Exercite mais ações que possam elevar a sua satisfação com a vida.

De 99 a 29. Talvez você precise de ajuda para melhorar a sua felicidade. Um bom começo é fazer os exercícios sugeridos nas páginas 11 e 12.

*adaptado do Questionário Oxford da Felicidade

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CONVITE AULÃO CLÍNICO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE





AULÃO CLÍNICO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE
DIA 09/12/2016 DAS 9 ÀS 13 HORAS
LOCAL: NUAPP - RUA LUIZ LEOPOLDO FERNANDES PINHEIRO, 551 SALA 503
CENTRO - NITERÓI 
TELEFONE: 3608-2565


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domingo, 23 de outubro de 2016

ESQUIZOFRENIA: É grave, tem tratamento e é preciso desmistificar.

João Carlos*, 23 anos, foi trazido ao meu consultório por seus familiares. Estavam todos preocupados com seu comportamento estranho: se isolava, não conseguia bom relacionamento com seus pares, muitas vezes tornava-se agressivo e falava sobre coisas estranhas que pensava e ouvia.  Os sintomas começaram devagar e intensificaram quando iniciou a vida profissional, depois de  formado em Engenharia. Sentia-se pressionado e, em uma crise aguda, tentou atacar a própria irmã com uma faca, pois achava que ela representava a figura do mal.
Quando criança era considerado dentro dos padrões da normalidade, até que na adolescência começou a perceber o mundo com cores mais intensas. Os sons e as coisas pareciam ter dimensões diferentes. Os pensamentos não correspondiam à realidade compartilhada pela maioria. Vez por outra, “invadiam” a sua cabeça dizendo-lhe para cometer atos que não faziam parte de seu repertório corriqueiro: “Coma o frango, se não o fizer, sua mãe vai morrer!”; “Aquela toalha amarela que seu vizinho colocou no varal é para significar que você é homossexual”. Era como se fosse um outro ser o invadindo, convivendo com ele de maneira arbitrária. Não havia dúvidas para João. Aquela era a sua realidade. Com isto, foi se afastando de seus colegas de turma, da rua e da família. Ficava no quarto desenhando e fazendo alguns poemas que considerava recados divinos.
Ao chegar no meu consultório, João estava ansioso e se negava a tomar o antipsicótico que o psiquiatra havia recomendado. Sentia-se perseguido por todos. O meu trabalho ali era acolher e fazê-lo administrar seus pensamentos, levando-o a conviver bem com sua diferença.
A esquizofrenia é uma doença grave, mas, assim como diabetes,  tem controle e tratamento. É uma espécie de “curto circuito cerebral” causado por um descontrole da dopamina, neurotransmissor importante processado pelos neurônios.  A função deste neurotransmissor é dar relevância aos estímulos do ambiente, por isto, interfere diretamente nas representações internas que fazemos a respeito das nossas percepções. Em circunstâncias normais, a dopamina não cria estímulos, ela só faz mediação no processo de atribuição de relevância. Na esquizofrenia esta função é aumentada, por isto o paciente vê ou ouve coisas que não existem.
O problema maior deste transtorno é a compreensão do outro. Estamos ancorados em verdades compartilhadas, por isto, quando alguém vê algo que não vemos ou ouve coisas que não ouvimos, tendemos a bani-los de nosso convívio. João se afastava das pessoas, pois se sentia alheio ao mundo “normal”. Em contrapartida, o mundo afastava João, porque não compreendia e tinha medo das suas reações. Este ciclo tornava-se espiral descendente, levando João e sua família para o fundo do poço.
A ideia do tratamento multidisciplinar inclui o psiquiatra com os medicamentos, a terapia ocupacional com a inserção e a psicologia com a escuta e significação. Deste modo, cabe a nós, psicólogos, fazer com que o portador de esquizofrenia conviva bem com os seus sintomas. As vozes em sua cabeça não podem mais distraí-los, seus pensamentos intrusivos não podem mais desconcentrá-los. É preciso propor uma convivência harmônica entre o esquisito que vive dentro do paciente e a pessoa que habita o corpo em questão.
O tratamento não é fácil e é para sempre. O que não podemos é isolar e pressionar o esquizofrênico para que ele compartilhe da nossa loucura coletiva. Devemos valorizá-lo e compreender o seu modo de ver o mundo, pois os sintomas são menos graves que os estigmas que a esquizofrenia carrega. João segue em tratamento. Agora entende que precisa conviver com seus fantasmas, mas já não dá tanta importância para eles. Montou um ateliê e vende seus quadros em feiras de artesanato. Assim como Sidney Sheldon e Agatha Christie, que sofriam do mesmo mal, deu sentido ao seu eu partido.
*nome fictício.

Por Adriana Santiago
(CRP: 05-20345)
Especialista em Neurociências, Terapia Cognitivo Comportamental e Psicologia Positiva.
CONSULTÓRIO: Luiz Leopoldo Fernandes Pinheiro, 551/503. Centro – Niterói.

Tel: 98662-2565 – 3608-2565