terça-feira, 30 de abril de 2013


       VOCÊ TEM  FOME DE QUÊ?

     

             
Você come ou se alimenta? Sabe qual a diferença entre estas duas atividades? Você sabe quando tem fome biológica ou só come, automaticamente, compulsivamente, sem ter consciência do que está ingerindo? Pois é, estas questões estão absolutamente vinculadas à obesidade.  Não conseguimos, naturalmente, saber quando devemos e se devemos nos alimentar.Mais ainda, é absolutamente “natural” comer por outros motivos quaisquer que não alimentar o nosso organismo. Agora, por que comer não significa apenas alimentar o nosso organismo? Por que o alimento, na maioria das vezes, funciona como escape para nossas emoções? Por que quando estamos tristes, ansiosos, nervosos,comemos?  Ah, quando estamos alegres,comemos também! Comemos para lamentar, comemos para COMEMORAR, comemos sempre,comemos errado, comemos por tudo.
Desconforto ,mal estar, incômodo e fome são sensações que estão relacionadas na nossa memória. Bem estar, prazer, conforto, aconchego e estômago cheio também! A primeira sensação de desconforto que sentimos na vida é a fome e a primeira sensação de alívio acontece quando esta fome é saciada.  Por isto é comum confundir qualquer desconforto com fome. Já repararam como a maioria das emoções estão localizadas na região do estômago? Por exemplo, qualquer estado de espera ou ansiedade se transforma em “frio na barriga”! Tristezas infindáveis, se transformam em vazio no estômago e por aí afora.  Por isto que saber discriminar sensações  fisiológicas das emocionais é absolutamente necessário num processo de emagrecimento.l As pessoas, geralmente, comem demais porque a comida traz um conforto momentâneo, mas como a sensação de incômodo retorna, já que não foi solucionada, comem mais para se manter no nível máximo de bem-estar.
Assim, o "COMER DEMAIS"  permanece na nossa vida pois nos traz prazer e sensação de completude. A comida nos acalma por conter  em si componentes químicos que aumentam nossa sensação de prazer. Estar de “estômago cheio” nos deixa rebaixados já que o corpo precisa de muita energia para realizar a digestão. O prazer proporcionado por alguns alimentos,principalmente aqueles que derretem na boca, também ajudam a desfocar a sensação de mal estar. Por isto é tão importante saber discriminar as sensações corporais das emocionais. Este é o primeiro passo no processo de emagrecimento. 
E você, tem fome de quê? Você já parou para tentar dar nome para as suas sensações. Pare por alguns momentos durante o seu dia e quando se sentir desconfortável, tente nomear o que sente ao invés de sair por aí procurando o que comer. Procure saber que tipo de FOME você sente, o que de fato irá saciar o seu vazio. Este é um exercício muito simples que traz resultados animadores, pois se conhecer e aprender a discriminar sensações corporais das emocionais é o primeiro passo no processo de emagrecimento.  Então,anime-se e comece hoje a saber quem você é e o que você sente!
Adriana Santiago
Crp 05 20345,
Psicólogaespecialista em transtorno alimentar.
Tel: 26094075 – 26092565- 86622565

domingo, 28 de abril de 2013

A FELICIDADE NÃO É UM BEM NATURAL – ELA PODE E DEVE SER CONSTRUÍDA


A FELICIDADE NÃO É UM    BEM NATURAL – ELA PODE E DEVE SER CONSTRUÍDA




A busca da felicidade é tema antigo na humanidade. Filósofos e  religiosos desde séculos antes de Cristo já pensavam sobre isto!  Agora é a ciência que tem se dedicado a este assunto. Pois é, a ciência está interessada nisto porque quanto mais feliz, menos doente é o sujeito, quanto mais feliz, mais produtivo é o indivíduo. Pesquisas milionárias têm sido feitas nesta área e os resultados são surpreendentes.
Uma das descobertas aponta   para uma questão polêmica: 50%  da nossa capacidade de ser feliz está vinculada à aspectos genéticos. E os outros 50%? Bom, estes outros poderosos 50% se dividem em 40% nas nossas atividades intencionais e 10% nas circunstâncias da nossa vida. Isto significa que nascemos com uma TENDÊNCIA para a felicidade! Este fato é inegável! 
A grande notícia é que mesmo sendo genética, a TENDÊNCIA PARA SER FELIZ, pode ser modificada por nosso comportamento diante das adversidades da vida, pois os genes precisam de um ambiente determinado para se expressarem e isto significa que seja qual for a sua predisposição genética, sua expressão está em suas mãos.
A questão agora é: O que precisamente podemos fazer para acelerar ou reforçar esta tal felicidade? Se 40% só depende de nós podemos e devemos mudar o que fazemos e o que pensamos para atingir nosso objetivo.  Se observarmos as pessoas genuinamente felizes descobriremos que elas não  o são “por acaso” ,  elas agem! Procuram novas interpretações dos fatos, controlam suas ideias e sentimentos. Em suma, suas atividades intencionais têm efeitos decisivos sobre a sua genética e sobre as circunstâncias  em que  se encontram, por isto a fonte da felicidade pode ser encontrada em como você se comporta, no que você pensa e em que metas você estabelece a cada dia de sua vida. Não há felicidade sem ação e isto só depende de você!
É importante, como primeiro passo, DESCONSTRUIR alguns mitos. O primeiro deles é: ” A FELICIDADE PODE SER ENCONTRADA”.  Isto é uma falácia! Existem pessoas que sempre deixam para amanhã o fato de ser feliz. Ah, quando eu me aposentar....Ah, quando eu encontrar a minha alma gêmea.....Ah, quando eu tiver mais dinheiro.....serei feliz. A felicidade não está no “quando”, a felicidade está aí, dentro de você! Ela não está pronta esperando você se deparar com ela. Ela precisa e deve ser inventada.
Um outro mito bem comum é: “A FELICIDADE ESTÁ EM MUDAR AS CIRCUNSTÂNCIAS”. Não, meus amores, nem sempre podemos mudar as circunstâncias! O que podemos mudar é nossa postura diante das circunstâncias e mais nada. Por exemplo, numa separação contundente e inesperada, não podemos com frequência, evitar a partida do outro. Mas podemos nos posicionar de modo diferenciado diante de um fato tão doloroso que não depende de nosso desejo. Podemos sentir a dor, evitando o sofrimento! Podemos sim, nos reinventar e procurar nesta adversidade algo de bom para aplacar a dor e como Fênix, renascer das cinzas.
O terceiro e último mito bem comum que precisa ser desconstruído é: "FELICIDADE, VOCÊ TEM OU NÃO TEM!". É este mito que se refere ao aspecto genético que falamos tanto. Essa noção de que nascemos felizes ou infelizes está por toda parte. Mas, o que as pesquisas demonstram é que cada vez mais podemos superar nossa programação genética. De maneira análoga, se você nasceu com olhos castanhos, seus olhos permanecerão sempre castanhos. Contudo, você não está condenado a obedecer às diretrizes dos seus genes. Você pode, no mínimo, comprar lentes coloridas e sair por aí de olhos azuis!
Então, queridos, mãos à obra! Construam por aí a sua felicidade! Está provado, isto é possível!

Adriana Santiago
Psicóloga Clínica
CRP -  05-20345
(26094075/26092565/86622565)