terça-feira, 28 de maio de 2013

HÁBITO X FORÇA DE VONTADE



Há algum tempo venho batendo nesta tecla: O que há de mais interessante na PSICOLOGIA POSITIVA  é  que todas as suas “descobertas” são pautadas   em  pesquisas científicas. E é a partir daí que iremos abordar  um tema tão interessante na mudança de hábitos alimentares: A DISPUTA ENTRE A “FORÇA DE VONTADE E O HÁBITO”.

Willian James, considerado pai da psicologia científica, já em 1875 afirmava que nós somos “meros apanhadores de hábitos” e só por isto somos capazes de realizar automaticamente diversas tarefas cotidianas como escovar os dentes ao amanhecer ou  dirigir sem parar para pensar no que estamos realizando. Imaginem só se estes hábitos não estivessem “no automático”:  teríamos que fazer diversas escolhas pequenas ao longo do dia, o que nos deixaria absolutamente exaustos. Ao entrar em nosso carro, por exemplo, pensaríamos sobre o fato de dar ré, se estamos numa garagem e precisamos manobrar; logo em seguida pensaríamos se conseguiríamos atingir uma determinada velocidade para mudar de marcha; ficaríamos ali também pensando sobre o quão rápido deveríamos tirar o pé da embreagem (caso seu carro não seja automático) para apertar o acelerador e enfim, botar de novo o pé na embreagem e mais uma vez mudar de marcha.....uffaaaaaa...cansa, né?  Ainda bem que, pelo menos para os que possuem habilitação e 
HABILIDADE para dirigir, isto não é necessário. Entramos em nossos carros e simplesmente fazemos o que precisa ser feito, sem dar muito atenção aos detalhes deste fato corriqueiro.  Dirigir, neste caso, não desgasta nossas reservas de energia nem nossa capacidade de processamento cerebral.

Mas, qual é o grande barato desta conclusão do Pai da Psicologia Moderna: o grande barato é que  podemos MOLDAR nosso comportamento através de TREINO COMPORTAMENTAL. Calma aí, não estou dizendo com isto que somos tabulas rasas, mero sugadores de experiências e impressões. Os neurocientistas atualmente comprovaram a tese do James descrevendo o processo. Vejam bem: nosso cérebro possui bilhões e bilhões de neurônios, interconectados de diversas maneiras para formar uma rede complexa de caminhos neurais. Correntes elétricas percorrem esses caminhos de um neurônio a outro, levando mensagens que constituem todos os nossos pensamentos e ações. Quanto mais realizamos uma determinada ação, mais conexões se formam entre os neurônios correspondentes. E quanto mais REPETIMOS determinada ação, mas estes caminhos são reforçados! É isso que faz um comportamento parecer automático ou instintivo e é assim que nos tornamos HABILIDOSOS em uma atividade. E mais uma novidade bastante interessante: os neurocientistas também descobriram que estes caminhos neurais se dão independente da idade. Ou seja, com 22 ou 72, podemos criar novos hábitos!

Bom, não há mais desculpas! Os HÁBITOS podem ser moldados e modificados há de eterno! Não há idade que possa impedir nossa mudança. Mas, o que tem isto a ver com a famigerada “FORÇA DE VONTADE”. Já repararam como  FORÇA DE VONTADE muitas vezes vira até desculpa?  “Ah, coitado, ele não conseguiu mas teve muita FORÇA DE VONTADE”! Quando pergunto aos meus pacientes do projeto de reeducação alimentar: De 0 a 10 o quanto você quer emagrecer? Invariavelmente a resposta é 10!  Mas, quando pergunto o quanto está disposto à mudar o escore cai consideravelmente para 6! Ou seja, a “FORÇA DA VONTADE” está lá tinindo, mas a atitude não acompanha o desejo.

Qualquer pessoa que já tenha tentado manter-se numa rigorosa dieta já passou por lapsos da “FORÇA DE VONTADE”.  O sujeito tá lá firme em seu propósito, se negando ao que “HÁ DE BOM”, restringindo o seu desejo e com a sua “FORÇA DE VONTADE” segurando a sua boca. O que naturalmente acontece é: “A FORÇA DE VONTADE”  vence a batalha e o pobre coitado cai em derrocada num rodízio de massas, numa churrascaria ou mesmo em casa atacando tudo que lhe fora proibido durante CINCO dias seguidos. Nocauteado pelo desejo, o incauto se sente incapaz de proceder no seu projeto para atingir sua meta. Já perceberam que depender da FORÇA DE VONTADE para evitar completamente determinados alimentos é furada? É  por isto que pessoas que adotam dietas radicais têm muito mais chances de recuperar o peso do que pessoas que comem de maneira saudável, anotando, mas sem restrições qualitativas.

O grande problema é que achamos que podemos ir de 8 a 80 em um só instante alterando ou destruindo hábitos profundamente arraigados só pela FORÇA DE VONTADE. A razão pela qual a FORÇA DE VONTADE é tão ineficaz em manter a mudança é que quanto mais a usamos mais ela se DESGASTA. Vários estudos comprovam esta tese¹ . O sujeito tentando manter a FORÇA DE VONTADE não se concentra em mais nada. A “FORÇA DE VONTADE” diferentemente do “HÁBITO”, quanto mais se usa mais se enfraquece.

Qual seria então a solução? Fortalecermos nossos hábitos e deixar a nossa FORÇA de VONTADE de lado. E como fortalecer nossos hábitos? Shawn Achor pesquisador do comportamento humano e professor de Psicologia Positiva da Universidade de Harvard sugere que coloquemos nosso COMPORTAMENTO DESEJADO NO CAMINHO DA MENOR RESISTÊNCIA. Ou seja, devemos focar no que queremos e FACILITAR PARA QUE O NOSSO OBJETIVO SEJA ALCANÇADO. A estratégia é: REDUZA A ENERGIA GASTA PARA ATIVAR HÁBITOS QUE DESEJA ADOTAR E AUMENTE-A PARA HABITOS QUE DESEJA EVITAR. De forma prática numa mudança de hábito alimentar o caminho é: não  gaste energia evitando o que teoricamente você não pode ou não deve. Deixe a força de vontade de lado e use a força do hábito. Habitue-se a alimentar-se de forma PROGRAMADA e ORGANIZADA, sem resistências, pois só assim você criará CAMINHOS NEURAIS que em pouco tempo se tornarão HABITUAIS E SIMPLES DE SEREM MANTIDOS.  Esta é a única possibilidade de aumentar a nossa capacidade de dar início à MUDANÇAS DESEJADAS EM NOSSA EXISTÊNCIA.


Bons Hábitos e Seja Feliz!

Adriana Santiago
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segunda-feira, 27 de maio de 2013

MENINO DE 12 ANOS REAGE À HOMOFOBIA BRILHANTEMENTE!

Abra a sua mente! Este é o Theo, tem 12 anos e muito mais discernimento que muito marmanjo (a) por aí! Prestem atenção!




domingo, 26 de maio de 2013

VOCÊ É ASSERTIVO?





Sabe aquela sensação horrorosa de não saber o que dizer para o outro em determinadas situações constrangedoras? Ou então quando sentimos absoluta necessidade de dizer não, mas ficamos constrangidos e sem ação quase achando que o outro não merece isto? Ou mesmo quando nos sentimos culpados só de imaginar o que o outro vai sentir se dissermos o que de fato pensamos? É, meu amigo, se você sente e passa muitas vezes por isto deve estar lhe faltando algo que chamamos de ASSERTIVIDADE!

Ser assertivo significa se sentir a vontade para expressar diretamente nossas preferências, emoções e opiniões, sem ser agressivo e nem hostil para o interlocutor. Ou seja, em linhas gerais significa defender os próprios direitos sem violar os direitos dos outros. A pessoa assertiva tem facilidade em expressar suas opiniões, pode fazer e recusar pedidos tranquilamente, expressa seus sentimentos com facilidade, é capaz de fazer e sabe receber elogios. Enfim, a pessoa assertiva SE EXPRESSA, diz o que pensa e a que veio!

É importante notar que NINGUÉM é 100% assertivo com TODAS as pessoas e em TODAS as situações. Muitas vezes temos facilidade em ser ASSERTIVOS com nossos pais, ou nossos filhos, mas no trabalho não conseguimos nos posicionar. Ou, muitas vezes, conseguimos ser assertivos com nossos amigos, mas NÃO CONSEGUIMOS com nossos pares no amor romântico.  É comum sermos assertivos em casa, mas quando vamos para rua....Meu Deus Do Céu...colocamos o galho dentro. Mas, quem  APRENDEU  a SER ASSERTIVO, o é com a maioria das pessoas e na maior parte das situações.

Pois é queridos, pode se APRENDER A SER ASSERTIVO! A assertividade é construída a partir de experiências que tivemos ao longo da nossa história de vida. Embora não seja muito fácil DETERMINAR as causas que levam o indivíduo a ser ASSERTIVO OU NÃO, podemos apontar para alguns fatores:

PUNIÇÃO: Muitas vezes as pessoas têm dificuldade em comportar-se de forma assertiva pois no passado foram repetidamente punidas (física ou verbalmente) por expressarem seus sentimentos e opiniões.
    
  REFORÇO: É comum vermos pessoas que não são assertivas com histórico de recompensas por não expressarem opinião em momentos semelhantes.
   
    MODELAGEM: Neste caso o sujeito aprende a se comportar de modo não assertivo por observação e imitação do comportamento não assertivo de pessoas próximas e significativas, como os pais, por exemplo.

     FALTA DE OPORTUNIDADE: Aqui, o comportamento não assertivo se dá porque no passado não houve oportunidade de aprender formas de comportamentos mais adequadas: o sujeito, quando confrontado com uma situação nova, não sabe responder e se sente desconfortável por causa desta falta de conhecimento.     

 PADRÕES CULTURAIS E CRENÇAS PESSOAIS: Várias normas culturais (por exemplo: é falta de educação recusar pedidos) e crenças pessoais (por exemplo: não posso desagradar pois quero que todas as pessoas gostem de mim) podem funcionar como prescrições da contra a assertividade, resultando em respostas não assertivas.

   INCERTEZAS RELATIVAS AOS SEUS PRÓPRIOS DIREITOS: Muitas pessoas agem de forma não assertiva por não conhecerem os seus direitos e os limites destes em situações sociais.

Bom, e quais são as consequências da falta de assertividade? O SUJEITO SOFRE!!!!! Mas sofre muito. Ele, por exemplo,  perde um tempo danado tentando corresponder à expectativa do outro e ao mesmo tempo, sente uma espécie de RAIVA, por não poder expressar sua opinião. Ou então, se submete ao desejo do OUTRO para não colocar sua autoestima em xeque, e para manter-se “amado”, se encolhendo na sua expressão. O cara vira uma concha, se fecha e junto com ele vão os piores sentimentos do mundo. É um perigo, pois como panela de pressão que é impedida de soltar o seu vapor, o não assertivo tá sempre prestes a explodir.

E você, como anda a sua ASSERTIVIDADE?  Você gostaria de aprender a ser mais assertivo e por isto mais feliz?

Aqui vou deixar alguns direitos básicos para você refletir e tomar posse! Aproveite! Depois passo outras dicas. Vou ficando por aqui porque sou assertiva e penso que para um domingo à tarde depois do almoço, isto já é coisa demais. Até breve!

                                                       DIREITOS DOS HUMANOS
  • 1)      Eu tenho o direito de ser respeitado e tratado de igual para igual, qualquer que seja o papel que desempenho ou o meu estatus social .
  • 2)      Eu tenho o direito de manter os meus próprios valores, desde que eles respeitem os direitos dos outros .
  • 3)      Eu tenho o direito de expressar os meus sentimentos e opiniões.
  • 4)      Eu tenho o direito de expressar as minhas necessidades e de pedir o que quero .
  • 5)      Eu tenho o direito de dizer não sem me sentir culpado por isso.
  • 6)      Eu tenho o direito de pedir ajuda e de escolher se quero prestar ajuda a alguém
  • 7)       Eu tenho o direito de me sentir bem comigo próprio sem sentir necessidade de me justificar perante os outros .
  • 8)      Eu tenho o direito de mudar de opinião.
  • 9)      Eu tenho o direito de pensar antes de agir ou de tomar uma decisão
  • 10)    Eu tenho o direito de dizer «eu não estou a perceber» e pedir que me esclareçam ou ajudem
  • 11)    Eu tenho o direito de cometer erros sem me sentir culpado
  • 12)   Eu tenho o direito de fixar os meus próprios objetivos de vida e lutar para que as minhas expectativas sejam realizadas, desde que respeite os direitos dos outros.


Adriana Santiago
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Tel: 26092565 – 86622565 - 26094075

quarta-feira, 22 de maio de 2013

PROCOPEDE (PROGRAMA COGNITIVO COMPORTAMENTAL PARA EMAGRECIMENTO DEFINITIVO)




A OBESIDADE é uma doença grave que atinge, em média, 50% da população brasileira. Por que DOENÇA GRAVE? Porque além dos SINTOMAS PSICOPATOLÓGICOS   como BAIXA AUTO-ESTIMA, DEPRESSÃO e ANSIEDADE, ela altera diversos padrões orgânicos causando, por exemplo, DIABETES, PRESSÃO ALTA, DOENÇAS CORONARIANAS, entre outras PATOLOGIAS LETAIS. E o quê causa esta DOENÇA que mata 80 mil pessoas anualmente só no Brasil? Segundo especialistas em 95% dos casos, a obesidade é causada por questões COMPORTAMENTAIS e AFETIVAS. As pessoas que sofrem com este mal comem demais   por qualquer SITUAÇÃO EMOCIONAL e não por necessidade física. Para sair desta armadilha é preciso mudar a MANEIRA DE SE RELACIONAR com a comida, buscando o CONTROLE SOBRE O ATO DE COMER.  Só que, mudar esta relação com a alimentação não é a coisa mais fácil do mundo.

E você, sabe como é a sua relação com a alimentação? Você come ou se alimenta? E quando ingere alimentos, sabe quando está saciada (o)?  E, quando está saciado, sabe parar? O que te leva a comer é fome, necessidade, prazer, desejo ou gula?  Você come compulsivamente, sem prestar atenção no alimento que está ingerindo? Você sabe qual é o valor que têm os alimentos? Você sabe qual é o valor que VOCÊ  tem?

Estas questões são fundamentais e precisam ser cuidadas. É óbvio que o que se quer é uma varinha mágica que te faça emagrecer instantânea e imediatamente, sem esforço e milagrosamente. Acontece que sabemos que esta varinha ainda não foi inventada, e as anfetaminas, absolutamente prejudiciais que faziam seu papel, foram praticamente banidas do mercado. E foram banidas porque cientistas comprovaram sua interferência negativa no organismo humano.  Sabemos que todos que usaram esta droga por algum tempo emagreceram efetivamente em pouco tempo, mas reganharam este peso muitas vezes em dobro.  Por quê? Porque não aprenderam a comer! Coisa que parece óbvia, pois teoricamente todos nós sabemos, não é mesmo? Ledo engano!  Nós não sabemos comer, nós desaprendemos a comer e substituímos muitas vezes AFETO por ALIMENTO, TRANQUILIDADE por COMIDA, PRAZER por um SACO DE BISCOITOS.

Estas e outras questões fundamentais são tratadas no PROCOPEDE (Programa Cognitivo Comportamental para Emagrecimento Definitivo), cujo objetivo principal é levar você a se REDESCOBRIR,   a se REPENSAR e  a se COLOCAR  como centro de suas observações e de seus cuidados com seus hábitos alimentares, promovendo com isto uma REEDUCAÇÃO ALIMENTAR para que VOCÊ emagreça definitivamente com qualidade de vida.

                                                                                         Adriana Santiago
                                                    (Psicóloga especialista em Transtorno Alimentar pela UFRJ)
                                                                        2609-2565 - 86622565 - 26094075

sábado, 18 de maio de 2013

O QUE É PSICOLOGIA POSITIVA?



            O grande diferencial da Psicologia Positiva é que, em vez de ficar em torno da doença, ela prioriza o lado saudável do indivíduo. Quando você potencializa o que a pessoa tem de bom, os pontos fracos ficam secundários e administráveis. Além disso a Psicologia Positiva não se reduz ao consultório. Ela se aplica à empresa, à escola, ao ser humano onde quer que ele esteja.



A Psicologia Positiva é uma CIÊNCIA NOVA que tem como objetivo principal FOCAR e DESENVOLVER as POTENCIALIDADES do INDIVÍDUO! É simples assim! Milhões de dólares têm sido investidos em pesquisas pois potencializar o indivíduo significa trazer a tona seus talentos, seus pontos fortes, desenvolvendo suas forças de caráter e valorizando nele o que há de bacana, de bom! E por que isto? Porque o indivíduo que conhece e usa as suas potencialidades adoece menos, tem maior bem estar e vida produtiva!

Durante décadas, a psicologia tradicional focou no que não era bom, no lado negro do sujeito. Onde a subjetividade e afetividade falhavam, lá estava a psicologia tradicional para descrever, diagnosticar e tratar. O paciente, quase sempre no lugar da vítima das circunstâncias, se sentia justificado pelos seus traumas para seguir incompetente, triste e disfuncional. Muita escuta, muito sofrimento, mas nada de cura. Arrastamos corrente por longo tempo. Atrelados ao trauma, paciente e terapeuta, seguiam em busca de solução! Pouco se dava atenção para o que, no sujeito sofredor, era positivo. O coitado ficava ali com sua atenção toda agarrada no que lhe fazia sofrer. Não sobrava nada para o que nele poderia ser considerado positivo. Sofredor e Terapeuta focados num único ponto: causa dos traumas e sintomas.

E qual é agora o grande barato da Psicologia Positiva? O grande barato é que a Psicologia Positiva DESCOLA o paciente do sofrimento e faz com ele reconheça e empregue o que nele há de BOM, de POSITIVO, de POTÊNCIA. E, quando você faz com que o outro potencialize o que há de bom em si, os pontos fracos e as mazelas tornam-se secundárias e administráveis. Por isto, a Psicologia Positiva é eficaz e funcional e se aplica não só na clínica! Ela é absolutamente contundente na Empresa, na Escola, no Esporte, enfim, onde houver SER HUMANO!

Adriana Santiago
Psicóloga
26092565 – 86622565 - 26094075
Consultório: Copacabana, Santa Rosa e Itaipu

sexta-feira, 17 de maio de 2013

PENSAMENTOS SABOTADORES NA REEDUCAÇÃO ALIMENTAR




Aqui vão algumas dicas para quem está fazendo algum tipo de reeducação alimentar. 

Só o seu pensamento pode levar você a sair do seu esquema alimentar. Pense bem sobre a última vez que  sucumbiu a um desejo e comeu além do que deveria comer. Ele era um alimento proibido pela nova proposta alimentar, mas você comeu, comeu muito e numa quantidade elevada? O que pensou para se permitir comer?
  
É incrível como nossa mente pode ser criativa quando queremos nos justificar. Talvez você tenha pensado em algo como: tudo bem comer isto porque ...., estou estressado/faminto, / Não me importo, / Eu realmente quero comer, /Todo mundo está comendo, /Parece tão gostoso,/ Eu não posso resistir, /Não tem importância, /Vou recomeçar a dieta de novo amanhã,/É de graça, /Ninguém tá vendo,/Estou comemorando.

Pensando bem agora, talvez você compreenda o quanto esse tipo de pensamento é distorcido. VOCÊ COMPREENDE que não é correto comer demais quando se quer emagrecer, mas os PENSAMENTOS SABOTADORES podem ser muito convincentes no momento em que ocorrem.
Ainda bem que existem ferramentas eficazes para contrariá-los:

COMER PARECE AUTOMÁTICO, MAS NÃO É

Funções biológicas como a batida do seu coração e a digestão são processos automáticos, mas COMER NÃO É. É você quem decide comer ou não comer. Você já comeu um pote de sorvete sem se dar conta? E uma caixa de bombom? Uma barra de chocolates? Já comeu “automaticamente”, sem pensar? Esse gesto pode parecer automático, involuntário, mas não é! Provavelmente quando comeu não estava prestando atenção no que estava fazendo. Se comer fosse um gesto automático, vc comeria um pé de alface do mesmo modo que comeu as delícias aí de cima. O ato de comer parece automático justamente porque sua atenção não está no ato de comer. Esta falta de foco às vezes não é intencional, mas é habitual. Você se distrai com outras atividades enquanto come pois se habituou a isto. Já viram mães que distraem as crianças para que elas comam mais e comam muito? Este é um hábito criado, montado e por isto pode ser mudado.

Então a proposta é: NESTA SEMANA COMA PAUSADAMENTE, PENSANDO EXATAMENTE NO QUE VOCÊ ESTÁ EXPERIMENTANDO. COMA COM CALMA, INDEPENDENTE DE TUDO E DE TODOS. SENTE PARA COMER. DÊ ATENÇÃO AO QUE PRA VOCÊ É TÃO IMPORTANTE. NÃO LIGUE A TV . TENTE FAZER TUAS REFEIÇÕES SOZINHO.
ESTE É UM MOMENTO DE ABRIR MÃO PARA GANHAR MUITO  LÁ NA FRENTE, NÃO SE ESQUEÇAM DISTO!

OS GATILHOS E O PROCESSO ALIMENTAR

Existe sempre um gatilho que precede aos pensamentos que lhes vem a mente. Por exemplo, ao visualizar uma barra de chocolate  você pensa: Isto deve estar muito bom. Acho que quero um!  A seguir pega a barra e devora. Não foi a barra de chocolate que te provocou! Ela não tem culpa nenhuma. Ela só existe. Foi o seu  PENSAMENTO que determinou que você ia devorá-la.

E você: Qual é o seu gatilho? Como controla seus pensamentos?

  Adriana Santiago
Psicóloga - Especialista em Transtorno Alimentar
Consultório: Copacabana - Itaipu  - Santa Rosa
tel: 26092565 - 86622565

quarta-feira, 15 de maio de 2013

POR QUE ESTAMOS TÃO GORDOS?


                                   

Atualmente o excesso de peso tornou-se a grande epidemia do planeta e o assunto do século! Mas, por que isto, quais são as razões que levam o indivíduo a obesidade? Será que é nossa composição genética que determina nossa forma corporal ou será que é nosso comportamento? Será que ambos os fatores contribuem para a etiologia desta doença grave?

Funções biológicas como a batida do seu coração e a digestão são processos automáticos, mas COMER NÃO É. É você quem decide comer ou não comer. Você já comeu um pote de sorvete sem se dar conta? E uma caixa de bombom? Uma barra de chocolates? Já comeu “automaticamente”, sem pensar? Esse gesto pode parecer automático, involuntário, mas não é! Provavelmente quando comeu não estava prestando atenção no que estava fazendo. Se comer fosse um gesto automático, você comeria um pé de alface do mesmo modo que comeu as delícias aí de cima. O ato de comer parece automático justamente porque sua atenção não está no ato de comer. Esta falta de foco às vezes não é intencional, mas é habitual. Você se distrai com outras atividades enquanto come pois se habituou a isto. Já viram mães que distraem as crianças para que elas comam mais e comam muito? Este é um hábito criado, montado e por isto pode ser mudado.

Existe sempre um gatilho que precede aos pensamentos que lhes vem a mente. Por exemplo, ao visualizar uma barra de chocolate  você pensa: Isto deve estar muito bom. Acho que quero um!  A seguir pega a barra e devora. Não foi a barra de chocolate que o levou  a comê-la. Ela não tem culpa nenhuma. Ela só existe. Foi o seu PENSAMENTO que determinou que você  ia devorá-la.

Apesar de se debruçar sobre a causa desta epidemia que vem preocupando o mundo, a ciência ainda não encontrou nenhum gene responsável,  mas evidenciou que existe uma “tendência familiar” muito forte que apontam para obesidade pois filhos de pais obesos tem 80 a 90 % de probabilidade de serem obesos também. Mas, será que este aspecto hereditário não se vincula mais ao comportamento do que propriamente à questão biológica? Olhe para o lado, observe seus pares na vida. Observe o comportamento dos pais ou cuidadores de uma criança obesa. Veja bem o que eles oferecem aos seus filhos. Geralmente são alimentos muito calóricos e com baixo teor nutritivo. Oferecem sucos e refrigerantes ao invés de água para matar a sede, batatas fritas no lugar de legumes mais saudáveis para saciar a fome, alimentos industrializados cheinhos de gorduras, açucares e sódio para  aguçar o paladar infantil formando assim um “hábito alimentar” no mínimo pouco saudável.
Estas crianças, uma vez que engordam, provavelmente terão uma dificuldade maior para manter-se magra durante a vida adulta, pois das duas uma: ou seu número de células adiposas aumentarão ou  estas células aumentarão  em seu tamanho por acúmulo de lipídeos. Ainda mais, o paladar também se forma pelo hábito. Se habituamos nossas crianças a comer alimentos gordurosos, com muito açúcar, pouco nutritivos, elas desenvolverão este anseio por este tipo de alimentação dificultando o desenvolvimento  de atitudes alimentares mais saudáveis.

Mais uma vez, o comportamento interferindo no aspecto biológico. É a atitude em relação à alimentação que altera o padrão corporal.  Por isto é fundamental ter em mente que alimentar-se é diferente de comer. É fundamental saber o que comemos, quando comemos e por que comemos! 

Nada de absolutamente conclusivo foi detectado em relação ao aspecto genético na etiologia da obesidade. Por outro lado, está  concluído que o comportamento pode mudar o “destino genético”, não só na obesidade, como em outras doenças consideradas crônicas. Em outras palavras, “GENÉTICA”  não  é  “DETERMINÉTICA”. Podemos interferir no nosso DESTINO GENÉTICO no que tange a obesidade, mudando nosso comportamento e nossa atitude na vida.


Adriana Santiago 
(Psicóloga Clinica com especialização em Transtorno Alimentar)

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Consultório: Copacabana, Itaipu e Santa Rosa

terça-feira, 14 de maio de 2013

CARREIRA DE CRAQUE




                     Apesar de não ser “apaixonada por futebol” uma questão em relação ao comportamento dos jogadores me chama muito atenção. Por que, ao chegar ao auge de suas carreiras, ao auge de suas aspirações profissionais, eles geralmente caem em derrocada? É muito comum vermos em manchetes policiais nomes de jogadores famosos que não “seguraram a onda”, que cederam aos fascínios das drogas e do álcool e da vida sem sentido. E isto não é só no Brasil não.  Pesquisa realizada na Inglaterra demonstrou que 50% dos jogadores conhecem um outro colega que faz uso de drogas chamadas “recreativas, principalmente a cocaína.

                                  Mas, por que isto, já que são atletas? O que acontece com o sujeito que batalha a vida toda para conseguir chegar ao topo de uma carreira  e começa a se envolver em confusão?

                               Aqui no Brasil futebol é coisa séria, é forma de expressão. O torcedor vibra, se emociona, expressa seu amor pelo clube e conta com o craque, que muitas vezes viu crescer profissionalmente, como aliado seu. Aposta as suas fichas no clube e no jogador que muitas vezes o representa! Se orgulha do sujeito que possui talentos e habilidades raras. Compra a camisa com seu número nas costas e sai orgulhoso pelas ruas para mostrar a sua potência.
                                  O craque, a seu turno que batalha muito no início da carreira, muitas vezes vê sua vida mudar e seu salário  multiplicar em frações de segundos. Um gol bem feito, uma partida bem jogada, fazem do menino que jogava na várzea ou treinava no campo um grande milionário. De repente ele se vê alvo da mídia, de lindas mulheres e o que para ele parecia impossível começa a se tornar realidade.

                                 E aí, como administrar a fama e o dinheiro que surgem de repente?

                            O percurso que este menino traça até chegar a este ponto geralmente é muito árduo. Normalmente ele  se separa da família e é “internado” nas categorias de base do  seu clube formador, deixando os estudos para trás! O que o move é o SONHO de se tornar um grande ícone nacional. Veja bem, o sonho do jogador não é se tornar um grande ATLETA. É se tornar um ÍCONE NACIONAL. Ele quer é ser reconhecido pelo seu talento “natural”, ele quer ser admirado. O seu espelho não são os atletas que se esmeram nas suas potencialidades individuais, nas suas competências e excelências físicas. O seu espelho são os jogadores de futebol que fizeram história por jogarem bem por conta de uma “estrela interna”, algo de mágico que não inclui exatamente empenho profissional. São vários os exemplos e modelos que ele tem a seguir de fama, riqueza e falta de profissionalismo.

                      Estudos demonstram que as principais fontes motivacionais para um atleta buscar a carreira profissional de jogador de futebol são a crença no seu dom e a esperança de enriquecer através do futebol e na maioria das vezes, estes atletas tem apenas a referência de jogadores famosos. Acontece que estes jogadores famosos representam muito pouco VALORES necessários para uma vida profissional mais consistente. O que eles representam? Carros importados, mulheres bonitas, muito sexo irresponsável, drogas e pagode até de manhã. Com isto, seu rendimento fica prejudicado, pois não há “estrela interna" que faça o sujeito acordar com disposição para treinar. Então ele rende pouco nos jogos, corre o risco de ser flagrado no doping, joga pensando na mulher que ele ficou no dia anterior, ou na mulher que vai pegar depois do jogo. Perde o foco, perde o sentido, não se concentra, pois está preocupado também em sair cedo do treino para ensaiar o anúncio publicitário que vai gravar. Futebol de verdade, de fato agora é secundário. São outras as prioridades!

                       Assim, o cara que era um CRAQUE, com talentos inatos,  habilidades e técnicas adquiridas pelo treinamento vai se tornando um jogador medíocre e problemático. Além de não conseguir administrar as sua própria vida financeira e afetiva, ele causa problemas para o clube que o contrata e em consequência, para o torcedor apaixonado que fica a ver navios com seu clube submergindo nos campeonatos e jogos por aí afora. Enquanto isto, potencialidades são enterradas porque os olhares ofuscados dos dirigentes não conseguem enxergar outros talentos que podem e devem ser trabalhados. Talentos que podem ser descobertos e treinados. Jogadores comuns que não se comportam como CRAQUES, mas que com o treinamento e disciplinas adequados, com descobertas e desenvolvimentos de VALORES E FORÇAS DE CARÁTER, podem vir a BATER UM BOLÃO! 

Adriana Santiago
(Psicóloga)
26092565 - 86622565 - 26094570

domingo, 12 de maio de 2013

PESQUISA APONTA PARA OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS ANTES DE MORRER!




Prestem atenção nisto! 

Pesquisa aponta para os 5 maiores arrependimentos antes de morrer.




Ainda há tempo! Vamos lá, mãos à obra!

Adriana Santiago
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sábado, 11 de maio de 2013

CRIANÇAS, FELIZ DIA DAS MÃES!






Há algum tempo me debato com uma questão: Será que é mesmo função da escola comemorar dia das mães e dia dos pais? Me pergunto sempre se não seria mais confortável e menos doloroso para pais, mães e filhos se não tivessem que lidar com isto. Todo ano é a mesma coisa: crianças preparando presentinho cartinhas e afins para alguém que talvez não esteja presente; crianças ensaiando a musiquinha e treinando a poesia para alguém que talvez não compareça ao evento!
Antigamente ter pais separados era exceção. Hoje virou quase regra. Mães, em tempos idos, trabalhavam bem menos que hoje e podiam com muito mais facilidade, comparecer aos eventos que a escola se dedicava em fazer. Ainda temos que considerar os fatos normais da existência humana: pai que abandona o filho, mãe que morre quando a criança está na mais tenra idade, pai e mãe desinteressados. E filhos ali, se dedicando ao presentinho que talvez não tenha a quem dar e muitas vezes olhando o amiguinho cuja família parece perfeita. Constrangimento geral. Lá vai a professora ter que lidar com isto. Entregar a quem a cartinha?
Penso que esta não é função da escola. A Escola deve comemorar sim, O DIA DO LIVRO, O DIA DO ÍNDIO, TIRADENTES, PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA, DIA DO PROFESSOR, e não fomentar e sustentar mais uma questão para a criança ter que lidar. Já bastam as que a própria vida oferece.
Feliz dia das mães para todas as crianças! 


Adriana Santiago 
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terça-feira, 7 de maio de 2013

ATENTADO AOS DIREITOS DOS HUMANOS - FEITOR: MARCOS FELICIANO




ATENTADO AOS DIREITOS DOS HUMANOS - FEITOR: MARCOS FELICIANO




Prestem bem atenção: Foi publicado em 3 de maio: Em alguns dias, Marco Feliciano colocará em votação na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados o projeto que autoriza “TRATAMENTOS” para “CURAR” a homossexualidade.

Penso que todos nós, mas principalmente os psicólogos, devemos tomar posição diante de um fato tão absurdo. Associações médicas e governos no mundo todo concordam que as terapias que tentam "curar" a homossexualidade não só são uma fraude, como também são extremamente perigosas.
Por definição, a homossexualidade – homo (igual) + sexus (sexo) – refere-se a característica ou qualidade de um ser (humano ou não) que sente atração física, estética e/ou emocional por outro ser do mesmo sexo ou gênero. Enquanto ORIENTAÇÃO SEXUAL, a homossexualidade se refere a um “padrão duradouro de experiências sexuais, afetivas e românticas”, principalmente ou exclusivamente entre pessoas do mesmo sexo.  A homossexualidade é registrada, meus queridos, em cerca de CINCO MIL ESPÉCIES DE ANIMAIS e estudos sugerem que aproximadamente 22% dos humanos apresente um grau de tendência homossexual. Sendo assim, podemos observar que não é por ESCOLHA, nem DEFEITO DE CARÁTER, NEM MUITO MENOS POR DESVIO DE PADRÃO MORAL que o indivíduo se torna um homossexual.
Historicamente, aspectos da homossexualidade já foram bem tolerados. Na Grécia Antiga e em Roma, por exemplo, era comum que os mais “cabra machos”  da espécie tivesse um EFEBO. E o que eram os efebos?  Efebos eram jovens brancos do sexo masculino que na Grécia e Roma Antigas desempenhavam o papel homossexual passivo/receptivo com homens mais velhos que lhes faziam as vezes de mentor em diversas áreas do conhecimento humano e ainda lhes ensinavam as artes de amar e como mais tarde estes deveriam tratar suas respectivas mulheres.  
Como vocês podem ver, ao longo da história da humanidade, os aspectos individuais da homossexualidade foram admirados, tolerados ou condenados, de acordo com as normas sexuais vigentes nas diversas culturas e épocas em que ocorreram. Quando admirados, esses aspectos eram entendidos como uma maneira de melhorar a sociedade,  quando condenados, eram considerados um pecado ou algum tipo de doença, sendo, em alguns casos, proibidos por lei. Desde meados do século XX a homossexualidade tem sido gradualmente desclassificada como doença e descriminalizada em quase todos os países desenvolvidos e na maioria do mundo ocidental
As principais organizações mundiais de saúde, incluindo muitas de psicologia, não mais consideram a homossexualidade uma doença, distúrbio ouperversão. Desde 1973 a homossexualidade deixou de ser classificada como tal pela Associação Americana de Psiquiatria. Em 1975 a Associação Americana de Psicologia adotou o mesmo procedimento, deixando de considerar a homossexualidade uma doença. No Brasil, em 1984, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) posicionou-se contra a discriminação e considerou a homossexualidade como algo não prejudicial à sociedade.Em 1985, a ABP foi seguida pelo Conselho Federal de Psicologia, que deixou de considerar a homossexualidade um desvio sexual e, em 1999, estabeleceu regras para a atuação dos psicólogos em relação às questões de orientação sexual, declarando que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão" e que os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e/ou cura da homossexualidade. No dia 17 de maio de 1990, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde (sigla OMS) retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais, a Classificação Internacional de Doenças (sigla CID). Por fim, em 1991, a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos.
Então, meus queridos, a pergunta que não quer calar: Quem é este bonitão almofadinha de cabelo esticado para propor a CURA de algo que não está classificada como doença? Acho de fato que quem deveria procurar tratamento é ele e toda a sua corja de apoiadores. Ele sim é um doente! Precisa , de fato, do auxílio luxuoso de alguém da área “psi” que o oriente na sua incapacidade de admitir o que de fato ele parece ser. E você, meu amigo ou minha amiga que está tentando domar as suas “tendências homossexuais” e está deprimido, sozinho e não sabe o que fazer ou a quem procurar, LEIA SOBRE O TEMA, PROCURE SE INFORMAR e não se sinta um doente ou DESVIANTE de padrões. SER HOMOSSEXUAL É NORMAL! ANORMAL É SER “MARCOS FELICIANO”.

domingo, 5 de maio de 2013

Muito interessante este vídeo de campanha da dove. Mostra como  reconhecemos muito pouco o que temos de bom. Temos maior facilidade para reconhecer nossos erros, nossos defeitos. Valorizamos pouco o que em nós é positivo! Podemos mudar isto. Você está disposta (o)?





sábado, 4 de maio de 2013


O QUE É O AMOR PARA UMA MULHER?

Perguntinha básica esta, não é? Neste momento não vamos tratar do amor como sentimento nobre e supremo que rege as relações parentais e nem do amor divino. Aqui nós vamos abordar as relações amorosas que se estabelecem entre homens e mulheres ao longo da história da humanidade. E por que isto? Porque o nosso passado, invariavelmente, nos dá base para o nosso comportamento atual e porque todo comportamento é modelado por uma cultura. É por este viés que buscaremos entender a eterna e infinita busca feminina pela completude, pela metade da sua laranja, pela tampa da sua panela, pelo príncipe encantado que suprirá todas as suas necessidades e anseios. Ao olhar para trás iremos nos deparar com peculiaridades inacreditáveis. O amor, ao longo da história, foi reprimido, violentado, normatizado, enquadrado! A cultura moldou o amor! 
Descobriu-se que a primeira manifestação de amor humano ocorreu há aproximadamente 40 mil anos, quando começaram a enterrar os mortos em túmulos ornamentados. Mas, o amor que faz parte da vida de cada um de nós é uma construção social; em cada período da História se apresenta de uma forma.

Na Pré-História (3.000 a.C) por exemplo, ignorava-se a participação do homem na procriação e supunha-se que a vida pré-natal das crianças começava nas águas, nas pedras, nas árvores ou nas grutas, no coração da terra-mãe, antes de ser introduzida por um sopro no ventre da mãe humana. Aqui a relação amorosa entre homens e mulheres não era fundamental para a procriação.

Na Grécia Clássica,(4.500 a.C a 146 d.C) o sentimento amoroso mais valorizado era entre os homens. Um tentava mostrar ao outro o quanto era forte e vigoroso. Tanto o amante quanto o amado preferiam a morte a demonstrar fraqueza diante do outro. As mulheres eram altamente desvalorizadas. Desde o nascimento até o casamento permaneciam em casa e não aprendiam nada, além das tarefas domésticas.  Para os gregos, eram os homens o objeto de amor ideal e só eles podiam ter relações extraconjugais com concubinas, cortesãs e efebos (jovens rapazes).

Em Roma,  (146 a.C. ao século III) o amor era encarado como diversão e a atividade era altamente intensa e sem moral. O amor não era visto de forma positiva por dois motivos: Primeiro porque o ato envolvia uma mulher, considerada um ser inferior, e isto fazia com que o homem se rebaixasse também. Segundo porque, de certo modo, fazia com  que ele perdesse o controle, numa cultura obsecada pela dominação masculina. Era comum, na primeira noite dos casais a abstenção de desvirginar a noiva: em compensação, o noivo penetrava o seu ânus, para evidenciar a sua soberania.  Os romanos desenvolveram a ideia de prudência, de lutar contra o amor, visando evitar o sofrimento.

A chamada Antiguidade Tardia (séc. III ao V) trouxe, junto com o cristianismo, a ligação entre a carne e o pecado. Uma fixação fanática a respeito da glória da virgindade, da maldade da mulher e da imundície do ato sexual foi sendo desenvolvida. Atribuiu-se grande mérito espiritual à renúncia aos prazeres da carne e se deu ênfase ao repúdio das amenidades amorosas. O sexo era tão abominado pela Igreja que o casamento continente (totalmente sem sexo) tornou-se o ideal cristão. As pessoas fugiam para o deserto em busca da pureza e acreditavam que martirizando seus corpos contras os desejos sexuais, se livrariam da danação eterna.

No início da Idade Média (Séc. V ao XV) se acreditou que o amor jamais poderia ser recíproco entre um homem e uma mulher. O amor deveria ser unicamente dirigido a DEUS. Se não fosse por Deus, o amor não tinha um sentido positivo. Nas relações humanas o amor era sempre visto como paixão sexual irracional, selvagem, destrutiva. O sexo era abominável e qualquer coisa que tornasse o corpo mais atraente era vista como incentivo ao pecado. Evitavam-se o banho e a sujeira tornou-se uma virtude.  Os piolhos eram chamados de “pérolas de Deus”, e estar sempre cobertos por eles era marca indispensável de santidade. Aqui ficou clara a dissociação entre amor e sexo. E foi no começo do século XII que houve uma modificação fundamental na percepção da imagem feminina. O culto à Virgem Maria que promoveu esta mudança. A mulher deixou de ser associada à Satã e passou a adquirir características da mãe sofredora, sacrificada e escrava do filho. Esta grande transformação do amor unilateral – Amor A Deus – para o amor recíproco, deu origem ao amor Cortez, que significava idolatria da mulher amada, onde não havia nenhum tipo de contato sexual. Aqui a mulher deixou de ser submissa e adquiriu igualdade de condição no amor. Além disso, passou a ser enobrecida por ele. Este tipo de amor deu origem ao amor Romântico, que sempre à margem do casamento, passou a ser uma possibilidade na união entre um homem e uma mulher. No final da Idade Média e até o início da Renascença milhares de mulheres foram torturadas e queimadas vivas nas fogueiras. Eram acusadas de feitiçaria, de provocar impotência, esterilidades e  abortos. As atraentes eram suspeitas de ter relações sexuais com Satã. Sob tortura, muitas mulheres confessavam ter relação com o Diabo e afirmavam voar à noite montadas em vassouras. Elas eram consideradas a origem de todos os males, portanto tinham que ser punidas e mortas. A repressão sexual se acentuou e uma moral terrível pesou sobre a sexualidade.

Na Renascença, séc.XVI e XVII,  a mulher também era enclausurada e o casamento se configurava como uma mera transação financeira. Enquanto maridos e filhos podiam ter acesso ao mundo exterior e praticar duplo padrão erótico, as esposas e filhas permaneciam condenadas à clausura, tanto sexual quanto local. Não era por amor que se casava. A mulher devia se comportar com virtude, modéstia e humildade, aceitando a tutela do esposo como natural e normal. O ideal de esposa eram as castas, fechadas às solicitações de outros homens, mas fecundas, mãe nutridora e generosa, capaz de sacrifícios pelo “seu” homem”  e “sua família”.

Junto ao Iluminismo, Século das Luzes ou Idade da Razão, segunda metade do século XVII e séc. XVIII, veio o desprestígio do amor pelas “classes superiores” e intelectuais. O estilo romântico, sofredor e idealizado se configurava como uma loucura supersticiosa da infância da humanidade. As emoções deviam ser ocultadas. O marido continuava a ser reconhecido como o senhor incontestável do lar. Assim como um rei, a hegemonia do marido sobre a família era vista como uma decisão natural. As mulheres deviam aceitar os erros dos maridos e deviam assumir a culpa para se tornarem amadas e indispensáveis.  

No Século XIX, período romântico, as mulheres se amarravam em espartilhos e aprendiam em manuais a forma adequada de desmaiar. Era importante aqui ressaltar a fragilidade feminina e o que estava em voga era o exagero da emoção. Valorizavam-se a palidez e a decadência física como prova de sensibilidade da alma. Ao se casar, o homem conferia a mulher uma espécie de favor, pois só assim ela poderia adquirir status social e econômico. A mulher que não se casava era vista como fracassada. A lei permitia que o marido “corrigisse moderadamente” sua esposa, batendo nela com uma vareta, contanto que não fosse maior do que a largura do seu dedo polegar.

No Século XX foram o telefone e o automóvel que marcaram a transformação das relações amorosas. Em lugar do encontro na igreja, da conversa preliminar com o pai e das tardes muito bem vigiadas na sala de visitas da família, os jovens passaram a marcar encontros por telefone e sair a passeio a sós, de carro. A partir de 1940, o casamento por amor se generalizou. As crenças mais comuns eram: “Existe um par perfeito à minha espera”; a ideia de amor à primeira vista; a ideia de que o amor é cego e que a “força poderosa do amor” poderia ultrapassar qualquer obstáculo. Mas, para ganhar o amor de um homem, a mulher deveria permanecer afetuosa, emocional e subserviente.

Na década de 50, ainda se reprimia a sexualidade e a conduta da mulher ainda era controlada. “O que os outros vão dizer?” perguntavam-se as mães aflitas diante de pequenas ousadias das filhas. O que o outro pensava e as normas sociais tinham peso excessivo e a reputação apoiava-se na capacidade de resistir aos avanços sexuais dos rapazes. Para a mulher, casar era o seu principal objetivo e para que isto acontecesse era necessário “impor respeito”. Quando permitia certas liberdades com a insistência masculina, a mulher era considerada “fácil” e ficava mal falada, diminuindo assim suas chances de encontrar um “par perfeito”. As pessoas acreditavam na possibilidade reducionista de dois fazer um e as revistas da época orientavam a mulher a catar as cinzas de cigarro que seu marido  jogava  no chão sem esboçar nenhum descontentamento.

Cansados desta hipócrita monotonia, surgem os jovens intelectuais americanos. Imersos em jazz, drogas, sexo livre e pé na estrada, fazem uma revolução cultural através da literatura. O rock and roll libera a juventude do conformismo e um ritmo erótico faz com que homens e mulheres movimentem seus quadris.
Mas, o que marca mesmo uma mudança radical no comportamento feminino é o surgimento da pílula anticoncepcional na década de 60. Esta ruptura entre procriação e prazer fez com que o movimento feminista ganhasse força. Para os jovens dos anos 60, o que importava era sexo, drogas and rock and roll e “faça amor, não faça guerra”. Por 20 anos, de 60 a 80, houve mais celebração ao sexo do que em qualquer período da História. Descobriu-se a pílula anticoncepcional e ainda não havia AIDS.

Agora, no terceiro milênio, os jovens discutem a sexualidade nos meios de comunicação e a sociedade aceita alguns comportamentos que antes eram considerados ultrajantes: mães solteiras, pais criando filhos sozinhos, jovens vivendo juntos sem casar, namorados dormindo nos quartos das namoradas (na casa dos pais dela).

E mesmo assim, depois de toda esta revolução ainda se quer um amor ideal. É comum vermos por aí mulheres tristes e desamparadas porque não encontraram um par. É corriqueiro vermos mulheres que se sentem incompetentes apenas porque supõem que, se não há um homem para amá-la ela não será realmente feliz. Mulheres independentes ainda saem às ruas na busca de um príncipe encantado que as proteja e que realize seus sonhos de Cinderela. Reiteram um inconsciente feminino coletivo e acreditam que só podem ser felizes realmente se houver um companheiro ao seu lado e que seja de fato exclusivamente seu! Mas será que é isto mesmo? Será que a nossa felicidade pode ser atribuída à presença de um outro?
Fantasiamos e tentamos empurrar o outro para uma imagem criada por nós mesmas. E quando o outro não corresponde às nossas expectativas, ficamos aborrecidas, entristecidas e frustradas. Não é raro encontrar ainda hoje, em pleno 2013, relacionamentos mantidos à duras penas simplesmente porque não admitimos que o  outro é uma pessoa que existe não apenas para corresponder aos nossos desejos e caprichos.  Assim, exigimos exclusividade e atenção absoluta.  A partir daí, o controle, a possessividade e o ciúme passam a fazer parte do amor e o medo de ser rejeitado aflora fazendo da vida do parceiro um inferno. A pessoa “amada” passa a ser “torturada” com situações constrangedoras e desagradáveis. O ciumento acha que a questão do ciúme se dá por excesso de amor! Isto não é um fato! O ciúme esta ligado à imagem que cada um faz de si. Quem está de bem com autoestima se considera interessante o suficiente para não ser trocado com facilidade. E, se for trocado, lidará bem com isto. Apesar de sentir saudade e ficar triste, vai continuar vivendo sem desmoronar.

Mas, a pergunta que não quer calar é: O que quer uma mulher numa relação amorosa?   Quais são as expectativas que criamos em relação ao outro? Que tipo de amor escolhemos para nós? Será que você sabe? Em consultório percebemos o quanto uma relação amorosa ocupa o tempo de existência de uma pessoa. O amor ao outro parece ser o grande mote na existência de uma mulher, principalmente. O medo da solidão é imenso e a dor da separação é comparada muitas vezes ao sofrimento provocado pela morte de um ente querido. As mulheres chegam dilaceradas quando são abandonadas e sofrem não por amarem muito, mas por não conseguirem lidar com o fato do outro não a querer mais. Esquecem que o amor que está em jogo é o amor próprio e deixam que o outro leve consigo parte dela, deixando para trás um buraco arrebatador.

Por isto, queridas, cuidemos do amor mais importante de nossas vidas. O amor próprio! O amor pelo que somos e pelo que podemos vir a ser. Passamos tanto tempo esperando que o outro nos reconheça, que esquecemos de procurar saber quem nós somos. Nos conhecemos muito pouco e raramente sabemos dizer o queremos de fato, de verdade. É tempo de nos dedicarmos a nós mesmas e amar muito, amar sim, mas amar direito,  sem amarras, sem limites, sem medos!

Adriana Santiago (08 de Março de 2013)
CRP 05-20345
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