sábado, 15 de junho de 2013

NÃO É O AMOR QUE MANTÉM A RELAÇÃO, É A RELAÇÃO QUE MANTÉM O AMOR!




Inspirada pelo mês de Junho que inclui dia dos namorados e Santo Antônio fiquei pensando sobre o AMOR E SOBRE OS AMANTES. No consultório ouvimos muitas queixas sobre os desencontros amorosos. A primeira pergunta que faço quando rola esta questão é: O que você quer de uma relação amorosa? Sim! É isto mesmo. As pessoas acham que querem e podem ter O OUTRO, O ALMEJADO, O ALVEJADO, mas o que elas têm de fato é a RELAÇÃO! O outro não pode ser propriedade de ninguém, pois aquela velha máxima é absolutamente verdadeira: NINGUÉM É DE NINGUÉM. 

Mas, neguinho não se contenta. O que se quer é que a VÍTIMA (é isto mesmo, vítima)  se encaixe no modelo platônico que se desenvolveu a respeito do ser que deve ser amado. E aí a tentativa sempre é empurrar o outro para os limites de uma forma construída a partir das neuroses individuais onde sobra pedaço de gente para tudo que é lado. Pronto! Está  formada a rede de desencontros. O amado não corresponde as expectativas, o amante se frustra por isto  e vai tudo por água abaixo. Decepções, reclamações, brigas, ressentimentos. Corra, lá vem a tristeza atirando para todos os lados, como diz a canção. 

É comum as pessoas não entenderem que o OUTRO é uma PESSOA com desejos, vontades, individualidades e pensam que só porque amam o pobre coitado, ele lhe deve satisfação e, mais que isto, lhe deve a ALMA. Acham que a vítima do seu amor deve abrir mão do que foi para agora lhe amar integralmente full time. Não pode mais olhar para o lado, não pode mais querer ficar sozinho (a), não pode mais beber com os amigos (as), não pode mais ter outro interesses! Agora é obrigado a AMAR.  Não é a toa que tanto sofrimento se vê por aí! Pessoas pela metade que tiveram que abrir mão do que se É em nome do "amor" pelo parceiro (a), em nome de uma "relação amorosa". 


Quando brigam se desculpam com seus pares amorosos dizendo "mas eu TE AMO!" como se o fato de amar em si já bastasse para que o outro o aceite de volta. Ledo engano! O amor em si somente não basta para manter uma relação! É só olhar para o lado e percebemos muitas relações que se dizem amorosas recheadas de xingamentos, maus tratos e falta de respeito, que em nome do amor se mantêm.


Este é o grande equívoco. Se pudessem entender que para se amar é preciso cuidar, não do outro em si, mas da RELAÇÃO, do modo como se vive com o ser amado seriam muito mais felizes, pois mais uma vez digo em letras garrafais: NÃO É O AMOR QUE MANTÉM UMA RELAÇÃO, É A RELAÇÃO QUE MANTÉM O AMOR. Então, meus queridos, se querem ser amados, SEJAM AMÁVEIS e não façam o outro REFÉM do seu amor. 

Até mais....

Adriana Santiago





Adriana Santiago
crp 05-20345
(26092565 - 86622565)
consultório: Itaipu - Santa Rosa - Copacabana

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A INFLUÊNCIA DA PSICOLOGIA POSITIVA NA MUDANÇA DO COMPORTAMENTO HUMANO



A psicologia positiva hoje é considerada um corte paradigmático em relação ao entendimento do comportamento humano. E por que isto? Porque atualmente temos a tecnologia e desenvolvimento científicos  que nos permitem mensurar e mapear dados que em outros tempos seria praticamente impossível. E a  Psicologia Positiva usa todos estes recursos para se estabelecer e florescer (como diria o Seligman). Segundo esta nova perspectiva, não basta  CURAR doenças mentais, é preciso criar estratégias para que o indivíduo aumente seu bem estar subjetivo e seja mais feliz. É por que isto? Porque O INDIVÍDUO MAIS FELIZ produz mais, adoece menos e, como uma rede, propaga felicidade ao seu próximo. Este movimento foi inaugurado por Martin Seligman no final da década de 90 e hoje é desenvolvido por vários pesquisadores pelo mundo, inclusive no Brasil existe uma precursora: Mônica Portella, cuja “Teoria da Pontencialização da Qualidade De Vida” faz sucesso e muito sentido ente coaching e terapeutas.


Antes pesquisadas por filósofos e exaltadas nas religiões, FELICIDADE E BEM-ESTAR hoje são objetos da ciência! E isto é paradigmático, isto faz diferença!

A PSICOLOGIA POSITIVA NA CLÍNICA

Existe aqui uma questão crucial para ser levantada: PARA QUE SERVE UMA TERAPIA? PARA QUE UM PACIENTE TE PROCURA? Sem dúvida nenhuma é para melhorar seus sintomas e aliviar a sua dor. Concordam? Durante muitos anos no que eu considero obscurantismo a psicologia viveu num limbo prático onde a ESCUTA e o DIAGNÓSTICO eram preponderantes e fundamentais no tratamento clínico. Havia e ainda há, dependendo do enfoque que se dá ao tratamento, uma preocupação e ocupação muito grandes  no “enquadramento” do indivíduo em determinado modelo de patologia. Perdíamos muito tempo focados na dor do paciente e esquecíamos suas potencialidades, minimizando muito o que nele é bom, pois nossa visão ficava ofuscada no que era negativo. Hoje a psicologia positiva mostra e propõe técnicas absolutamente eficazes para que o indivíduo “funcione” e se torne assim mais produtivo e feliz.  Neste sentido, a psicologia positiva se juntou à Terapia Cognitiva Comportamental e se potencializou e,  junto com o cliente,  cria estratégias para seu bem-estar global!

A PSICOLOGIA POSITIVA NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Mais uma vez percebemos aqui uma mudança fundamental no entendimento do comportamento humano. O que muda em relação à educação da criança com as descobertas e invenções desta ciência nova?  A psicologia  com sua PREVENÇÃO PRIMÁRIA foca na redução e eliminação dos problemas psicológicos antes que eles apareçam!  Seligman , por exemplo, sugere que o BEM-ESTAR deveria ser ensinado na escola pois um estado de humor positivo produz maior atenção e um pensamento mais criativo e holístico.  Por exemplo: Quando vc está de mau-humor vc questiona melhor “O QUE ESTÁ ERRADO AQUI?” ao passo que, quando está de bom-humor,  vc pensa: “O QUE ESTÁ CERTO AQUI?”  e isto faz com que a criança aumente sua satisfação com a vida, auxiliando numa melhor aprendizagem e estimulando o pensamento criativo.

 Seligman conduziu uma pesquisa na Strath Haven High School, nas cercanias da Filadélfia, nos Estados Unidos com 347 alunos do ensino médio com idades entre 14 e 15 anos. Dividiu   em dois grupos: um onde se aplicava as técnicas da psicologia positiva e outro de controle. Seu objetivo era observar o impacto da Educação positiva nas escolas. Aplicou questionários padronizados aos alunos, seus pais e professores antes e depois do experimento.
No programa ele queria  identificar as forças pessoais destes alunos e fazer com que eles mesmos identificassem suas forças de caráter e aumentassem o emprego delas em suas vidas diárias. Além disso, queria também promover resiliência,  emoção positiva, o sentido e o propósito e os relacionamentos sociais positivos. Foram mais de vinte sessões de oitenta minutos que envolviam discussões sobre força de caráter e os outros conceitos e habilidades da psicologia positiva, uma atividade semanal em classe, lição de casa de vida real, na qual os alunos aplicam estas habilidades em suas próprias vidas, e reflexões em um diário.  Os meninos fizeram também o exercício das três coisas boas, e escreveram, diariamente,  três coisas boas que aconteceram no dia, durante a semana.  (Ex. Eu respondi certo uma pergunta de Literatura hoje, ou, O cara que gosto me chamou para sair hoje”). Ao lado de cada evento positivo, eles deveriam escrever sobre uma das seguintes questões: “Por que esta coisa boa aconteceu?”  “Como posso fazer para obter mais disso no futuro?”, “ que isto significa, de fato, pra mim?”. Um outro exercício usado pelo Seligman foi “USANDO AS FORÇAS PESSOAIS DE NOVAS MANEIRAS”. A sua equipe orientou que os alunos fizessem o teste Via de Forças Pessoais e descobrissem sua maior  força. Depois disso eles eram  orientados a usá-la intensamente na escola durante a semana seguinte.
O que ele descobriu a partir deste programa?

Seligman e sua equipe descobriram que o programa de psicologia positiva aumentou as forças pessoais da curiosidade, do gosto pela aprendizagem, da criatividade!  Isto foi comprovado através de relatórios de professores que não sabiam se os alunos estavam no grupo da psicologia positiva ou no de controle (isto é chamado de ESTUDO CEGO pois os classificadores não sabem qual é a situação do aluno que está classificando). Além disso, o programa aumentou também o PRAZER E O ENGAJAMENTO dos alunos na ESCOLA.
Um outro resultado importante foi a melhora nas habilidades sociais dos alunos (EMPATIA, COOPERAÇÃO, ASSERTIVIDADE, AUTOCONTROLE). Reduziu também a má conduta .


 A APLICAÇÃO DA PSICOLOGIA POSITIVA NAS EMPRESAS

Shawn Achor, autor de “O Jeito Harvard de Ser Feliz”, é um dos mais destacados especialistas em potencial humano e já conduziu pesquisas em 42 países. Achor trabalhou com pioneiros na área da psicologia positiva e atuou como professor bolsista, ajudando a conceber e lecionar o famoso CURSO DA FELICIDADE, o mais popular de HARVARD, na Época. Atualmente ele coordena uma empresa de PESQUISA e CONSULTORIA que utiliza a psicologia positiva para melhorar o nível de realização individual e cultivar um ambiente de trabalho mais produtivo.

Shawn Achor faz a seguinte pergunta: O que vem primeiro, o ovo ou a galinha? Melhor dizendo, o sucesso leva à felicidade ou a felicidade leva ao sucesso? Por gerações acreditamos que a felicidade girava em torno do sucesso, ou seja, que se nos empenhamos bastante, temos sucesso e se temos sucesso, temos felicidade.  Acreditava-se que o ponto fixo do universo do trabalho era o sucesso e que a felicidade vinha a reboque. Ledo engano! Mais de 200 estudos sobre felicidade demonstram justamente o contrário. Quando estamos felizes (quando nossa atitude ou estado de espírito são positivos) ficamos mais inteligentes, motivados e em consequência, temos mais sucesso. A FELICIDADE é o centro e o SUCESSO é o que gira em torno dela.

Esta é uma outra mudança paradigmática que nos trouxe a psicologia positiva. Cultivou-se a crença equivocada que é só através do sacrifício que atingimos o sucesso, que precisamos nos sacrificar para só mais tarde aproveitar os resultados de toda esta dedicação.  Muitos gestores e líderes de grandes empresas, ou caçadores de concurso público no Brasil por exemplo, ainda pensam desta forma. A base do pensamento é que se dermos duro agora e arregaçarmos as mangas , teremos sucesso e, portanto, seremos mais felizes em algum futuro distante  (provavelmente quando nos aposentarmos). Alguns chegam a considerar a felicidade uma fraqueza, um sinal de que não estamos nos empenhando suficientemente. Cada vez que reiteramos esta crença equivocada, minamos não apenas o nosso bem-estar mental e emocional, mas também todas as nossas chances de sucesso e realização.

As Pesquisas em Psicologia Positiva apontam que as pessoas que fazem maior sucesso são aquelas que não consideram a felicidade como uma recompensa distante pelo empenho, nem passam os dias com uma postura neutra ou negativas, ao  contrário: Elas capitalizam os aspectos positivos  e seguem colhendo recompensas.

Essa revelação proporciona às empresas um incentivo adicional para se interessar pela felicidade de seus colaboradores, já que trabalhadores mais saudáveis, com certeza serão mais produtivos. As pesquisas demonstram que colaboradores infelizes tiram mais dias de afastamento por doença, deixando de trabalhar em média 15 dias por ano; demonstram também que a felicidade atua como causa e não resultado da boa saúde.
Em um determinado estudo, pesquisadores pediram que os participantes respondessem a um questionário elaborado para mensurar os níveis de felicidade  e logo depois injetaram neles o vírus da gripe. Uma semana depois, foi constatado que os participantes mais felizes no início do estudo tinham combatido o vírus com muito mais eficácia do que os participantes menos felizes. Eles também apresentaram menos sintomas, como espirros, tosse, inflamação e congestão.

E o que isto pode significar para as empresas? Que pessoas mais felizes adoecem menos e, portanto, faltam menos ao trabalho, produzem muito mais. É neste sentido que a Psicologia Positiva atua nas empresas. Criando caminhos e alternativas para promover o bem estar subjetivo aos seus funcionários, para que eles sintam-se mais felizes e simplesmente vivam melhor. 


E é deste modo que a Psicologia vai tomando outros contornos. Ela não se limita mais ao aspeto doente do sofredor. Ela PONTENCIALIZA, RECONHECE e CUIDA PARA QUE A HUMANIDADE dê UM SALTO DE QUALIDADE no que diz RESPEITO à FELICIDADE e BEM-ESTAR SUBJETIVO! 

Seja Feliz, dê importância apenas ao que de fato INTERESSA!


Adriana Santiago

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