segunda-feira, 12 de agosto de 2013

PÍLULAS CIENTÍFICAS

PÍLULAS CIENTÍFICAS
Por:  Adriana Santiago
Razão x  Emoção
Pesquisa realizada pelo Núcleo de Apoio à Pesquisa em Neurociência Aplicada (Napna) da USP, comprovou que ao contrário do que durante muito tempo imaginávamos, não é a racionalidade que define o certo do errado. Os afetos também contribuem para a construção dos julgamentos morais.


Ai,  que medo!


Há relação concreta entre o lóbulo frontal e as reações emocionais apresentadas no Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) e o Transtorno de Pânico. Estudos feitos com saguis na Universidade de Cambrige  confirmaram que os dois subdivisores do córtex pré-frontal – o orbitofrontal e o ventrolateral – contribuem, ainda que de formas independentes, para o controle das emoções negativas nos primatas. Essa descoberta é essencial para o desenvolvimento de terapias mais eficazes no tratamento de transtornos neuropsiquiátricos associados à ansiedade e medo.

Herança

Nossos pais e avós podem contribuir na nossa capacidade de concentração, simpatia e inteligência. De acordo com estudos realizados em Bethesda, Estados Unidos, parte considerável de nossa personalidade é definida geneticamente. Esta descoberta facilita o diagnóstico precoce e o tratamento de diversos transtornos ligados ao nosso comportamento.

Sai pra lá, Urubu!

Em Indiana, na Universidade de Notre Dame, pesquisas comprovaram que o pensamento negativo é muito contagioso. Conviver com pessoas que tendem à acreditar que tudo pode ser ruim pode nos levar à depressão. Por outro lado, conviver com pessoas com padrões cognitivos mais adaptativos, nos ajuda à elevar nossa qualidade de vida e aumentar o  bem estar subjetivo. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

VOCÊ SABE PERDOAR?


 Pare agora, pense e sem pestanejar responda: Há  algo ou alguma situação na tua vida que você não consegue esquecer e que lhe causa dor ou aflição? Há alguém cuja atitude lhe magoou e até hoje você não consegue   PERDOAR?  Se a resposta foi sim, fique calmo e respire, grande parte da população mundial não consegue perdoar.

É muito comum  vermos por aí pessoas absolutamente entristecidas, carrancudas, amarguradas, travadas pelo simples fato de não conseguirem perdoar.  Elas vivem  arrastando as correntes dos ressentimentos e não percebem que o que fazem,  atravanca o seu progresso pessoal  no mais amplo aspecto. A pessoa que tem dificuldade de perdoar  se agarra às lembranças do que o fez  sofrer e a partir daí monta a sua rede subjetiva, ficando ela e seus pensamentos emaranhados  na dor.  O sujeito que não perdoa se amarra ao outro ou ao fato e não consegue progredir:  Adoece e tem diversas dores que se expressam tanto no corpo como na alma.

Se você olhar para o lado agora mesmo, vai ver alguém que vive às turras com as suas próprias lembranças. Provavelmente esta pessoa com frequência se refere  ao passado e se sente vítima das circunstâncias.  É comum também não conseguir aproveitar o que  há de bom acontecendo no momento presente, pois o seu enredo mental não permite que ele reconheça o que existe   hoje. Sua referência é sempre remota e diz respeito ao que não pôde ser bom em determinado momento de sua vida. Esta pessoa, com certeza, tem muitas razões e justificativas para agir deste modo, pois afinal de contas, ele é um pobre coitado que sofreu muitas decepções e atrocidades.  Ele não consegue perceber o outro, ele só olha para o seu próprio umbigo. Acha um absurdo total os seus pares não serem solidários à sua dor e não entenderem o quanto o que  lhe fez sofrer é IMPERDOÁVEL. Ele só esquece, que  TODOS nós passamos por agruras na vida. Faz parte do jogo! Viver é isto aí!  Ele esquece que quem o fez sofrer, sofreu também e talvez não tenha tido outra alternativa a não ser se comportar da maneira que se comportou.

A diferença entre quem perdoa com facilidade e  quem não perdoa, é que o primeiro se libera para novas experiências, enquanto o outro fica amarrado na dor. O “perdoador”,  tá sempre olhando pra frente, visando novas conquistas, ele  quer o novo. Quem não perdoa se agarra ao passado e, geralmente, se impede de dar um passo a frente com medo da repetição da desgraça.  Ele se agarra ao que foi e esquece do que pode vir a ser, se fecha no seu mundinho particular e cultiva a depressão. É queridos, é isto mesmo, não perdoar causa DEPRESSÃO.

Muitas pesquisas  tem sido realizadas para comprovar o poder terapêutico do PERDÃO. Atualmente este assunto, assim como a felicidade, deixou de ser exclusividade da RELIGIÃO e tomou espaço na ciência. E a coisa é tão séria e contundente  que vários estudos científicos foram realizados neste sentido e  demonstraram que   diversas outras  doenças,   como dores de cabeça , dores musculares (principalmente nas costas), fibromialgia, gastrite, úlceras, problemas cardiovasculares, hipertensão, problemas gastrointestinais, doenças alérgicas, urticárias e vertigens podem estar relacionadas com a dificuldade de perdoar.  Você sente alguma delas?

O que é perdoar? Como se faz isto?

Desde tempos remotos o perdão é considerado a máxima do “bom comportamento humano”. Todos nós queremos saber perdoar. Os Judeus, por exemplo, sacrificavam cordeiros para receber em troca a piedade divina. Também abandonavam os bodes no deserto acreditando que os animais levariam com eles os pecados (daí o termo bode expiatório), isentando os homens de culpa. Os cananitas (antigos habitantes da atual Palestina), usavam o sacrifício humano para obter a piedade dos deuses. Na Etiópia, membros de tribos realizavam cerimônias em que vomitavam para que suas maldades fossem expelidas e eles pudessem obter perdão dos deuses. No Ocidente o símbolo máximo do perdão   é Jesus Cristo. E o que ele disse na cruz?  Pai, perdoe, pois eles não sabem o que fazem!.

Jesus Cristo na cruz usou uma força de caráter que hoje a psicologia positiva descreve e reconhece como EMPATIA. E o que significa? Significa simplesmente se colocar no lugar do outro, entender as suas razões. Sei que não é tão fácil assim. Compreendo que  muitas vezes é quase impossível entender as razões do outro, mas isto é necessário, é uma questão de sobrevivência,  e só se consegue através do exercício diário.

Uma outra sugestão é: comece por si mesmo. Saiba se perdoar. Perdoe-se por não ter podido escolher a melhor opção (até porque até aquele momento a opção para vc parecia a adequada), perdoe-se por não ter a maturidade necessária para aturar determinados desaforos, perdoe-se por não ter entendido o outro da maneira que deveria, perdoe-se por não ter sido diferente do que você é! Perdoe-se antes de tudo e entenda que todos nós temos nossos limites, nossos defeitos e principalmente nossas qualidades. Perdoando-se será muito mais fácil perdoar o outro. E perdoando o outro, você estará absolutamente livre para ser e fazer o que bem quiser. Seja livre, perdoe e potencialize-se.





Adriana Santiago
Psicóloga Positiva
26092565/86622565

terça-feira, 6 de agosto de 2013

A Tragédia Causada Pelo Efeito Hipnótico dos Jogos de Computador

O pai de um colega de escola do estudante Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 12, contou à polícia que deu carona ontem (5) para o menino após ele frequentar as aulas no colégio Stella Rodrigues, na zona norte de SP.
Família morta em chacina na Brasilândia (zona norte de SP); mãe e irmã de policial também estão entre os mortos
Segundo informações da polícia, essa testemunha disse que parou na porta da casa da família de Marcelo Eduardo, na Brasilândia (zona norte), e buzinou para chamar os pais do menino. A criança, porém, teria dito para ele não buzinar pois o pai estaria dormindo. Em seguida, ele se despediu do pai e do colega e entrou no imóvel.
Em entrevista ao "SPTV", da Rede Globo, o comandante da PM, Benedito Roberto Meira, disse que a perícia aponta que as vítimas já estavam mortas nesse momento e que o menino cometeu suicídio em seguida.
Reprodução/Facebook
Família morta em chacina na Brasilândia (zona norte de SP); mãe e irmã de policial também estão entre os mortos
Além de Marcelo Eduardo, foram mortos com um tiro na cabeça o pai dele, o sargento da Rota (tropa de elite da PM) Luis Marcelo Pesseghini, a mãe do menino, a cabo Andrea Regina Pesseghini, a avó materna Benedita Bovo e a tia do menino, Bernadete Oliveira.
Todas as vítimas foram assassinadas com um tiro na cabeça com a pistola calibre .40 de Andrea. A arma foi encontrada embaixo do corpo de Marcelo Eduardo. Segundo o comandante, o menino era canhoto e o disparo foi feito do lado esquerdo da sua cabeça.
De acordo com o comandante da PM, não há sinais de arrombamento na casa e nada foi levado da família.
O menino utilizava no seu perfil do Facebook a imagem do protagonista da série de videogames chamada Assassin's Creed. No jogo, que se passa durante o Renascimento, o personagem faz parte de uma seita de assassinos e pretende vingar a morte de seus familiares.
No colégio onde o menino estudava, as aulas foram suspensas hoje. Nenhum representante da escola quis falar sobre o caso. Os corpos das vítimas seguem no IML (Instituto Médico Legal) e ainda não há informações de onde será o velório e o enterro.
No seu perfil no Facebook a professora de Marcelo Eduardo, Ana Paula Pigatto Alegre, lamentou a morte do estudante. Ela conta que ontem deu aula para o menino "conversei, brinquei, dei risada, dei um abraço tão gostoso.... e agora........ acabou", descreveu a docente.
CÂMERAS
O carro da mãe do menino, um Corsa, foi localizado perto da escola onde o menino estudava. Segundo o comandante, câmeras da região mostraram que o veículo estacionou no local à 1h15 do dia 5. Meira diz que às 6h30 uma pessoa desce do veículo, coloca a mochila nas costas e segue em direção à escola. Tudo indica que o menino passou a noite dentro do veículo após ter assassinado a família.
De acordo com reportagem da TV Bandeirantes, na mochila do garoto havia ainda um revólver calibre 32 que também era de propriedade da cabo. Um bilhete na mochila do menino também comprovam que ele foi até a escola ontem. A polícia ainda não tem informações de que horário a família foi morta, mas o crime deve ter ocorrido na noite de domingo (4) ou na madrugada de ontem.
Folha não localizou familiares das vítimas para comentar o caso. Segundo o comandante, familiares disseram à polícia que o menino era "dócil, agradável e que sofria de uma doença no pulmão e diabetes, mas nada que justificasse um comportamento diferente".

A Minha Opinião!

Impressionada e chocada com esta triste história e descartando qualquer possibilidade de montagem da cena do crime, me senti obrigada a parar tudo que estou fazendo neste momento para comentar esta terrível tragédia.

Existe algo que nós, psicólogos positivos, chamamos de “Efeito Tetris”, que é o resultado de um processo físico bastante normal que jogos repetitivos acionam no cérebro dos jogadores. Eles ficam ligados em algo chamado imagem residual cognitiva. Não se trata apenas de um problema de visão: passar horas a fio jogando no computador altera a configuração do nosso cérebro. Estudos comprovam que o jogo ininterrupto cria novos caminhos neurais, novas conexões que distorcem o modo como vemos a situação na vida real. O nosso cérebro simplesmente fica preso à padrões de visão do mundo.

Um renomado professor e pesquisador de Harvard, Shawn Achor, conta que depois de passar 5 horas jogando Grand Theft Auto, decidiu sair de seu alojamento na Universidade para encontrar um carro para roubar. Simples assim! Ele “queria” se envolver numa perseguição em alta velocidade e receber a recompensa (no caso, dinheiro de mentira). O que aconteceu no caso de Achor? Depois de horas preso naquele modo de pensar, ele queria dar este “prazer momentâneo” para o seu cérebro. Por sorte, antes de proceder na ação, ele acordou da ilusão e voltou ao seu mundo real.

Em um estudo conduzido pelo Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Harvard, pesquisadores pegaram 27 pessoas para que ficassem várias horas por dia jogando Tetris – aqueles jogos de blocos que caem e se encaixam -, durante três dias. Depois destes 3 dias corridos, alguns participantes sonhavam ininterruptamente com blocos de diferentes formatos caindo do céu; outros não conseguiam deixar de enxergar os blocos por toda parte, mesmo quando despertos. Eles simplesmente não conseguiam deixar de ver o mundo feito de sequências de blocos de Tetris.

Um viciado neste jogo descreveu sua experiência no jornal Philadelphia City Paper: “Percorrendo os corredores do supermercado, tentando decidir qual cereal comprar, notei como um grupo de caixas combinaria com as outras. Ao me deparar com um muro de tijolos, fiquei imaginando em qual direção deveria girar os blocos para que eles se encaixassem. Depois, dando uma saída do escritório para respirar, fiquei imaginando como poderia girar edifícios para que eles se encaixassem.”

Esta é a bizarra condição que jogos de computadores podem deixar os cérebros dos jogadores. Isto não é balela, isto não é “achismo”! Isto é ciência e o que aconteceu com este menino foi reflexo da hipnose causada pelo EFEITO TETRIS.

Adriana Santiago
(Psicologia Positiva)
2609-2565/86622565