domingo, 27 de outubro de 2013

Como Você Reage às Suas Tragédias Pessoais?




Walkíria, 35 anos, mulher linda, médica, já tinha passado por algumas agruras na vida, mas nada se comparava ao que estava por vir. Saiu num dia chuvoso para uma festa com seu marido e ao voltar, numa crise absurda de ciúme, ele incendiou a casa, na tentativa de matá-la. Tudo, absolutamente tudo que  tinha foi consumido nas chamas, mas ela conseguiu escapar.  Perdeu documentos, todos os seus livros, fotos importantes e irrecuperáveis, joias e mais que isto, a noção  de família que havia criado. Perdeu a ilusão de que vivia uma história de amor, caiu por terra  o que tinha  projetado para a  sua vida. Estarrecida diante da situação, sofrendo muito, até chorou! Mas, imediatamente, arregaçou as mangas e começou a tratar de reconstruir o que havia sido destruído. Dor? Claro que ela sentia. Era muita e era física! Mas isto não a impedia de seguir na sua reinvenção.  Hoje, vai muito bem obrigada! A casa foi reconstruída e a vida também.

Esta é a história de uma paciente, mas poderia ser a sua. Com certeza você deve ter passado por situações muito difíceis! De que maneira atuou nesta ocasião? Como está reagindo às suas tragédias pessoais? Existem pessoas que sucumbem ao menor sinal de estresse. Não se sentem capazes de ter atitudes  e se recuperar numa situação traumática. Pensam assim: “Como eu sou infeliz! Isto só acontece comigo!” ou  “ Caramba, meu amigo tem uma vida perfeita, a minha é uma droga!”, ou mesmo, “Nunca conseguirei sair desta situação!”. Estas pessoas não conseguem entender que viver significa correr riscos e que todos nós estamos expostos às adversidades na vida. Elas insistem em pensar que tal fato  não poderia  ter acontecido, que nunca mais irá se recuperar de uma desgraça tão grande. Se  perdem alguém, não entendem que este é o curso “natural” da vida; se passam  por dificuldades financeiras, não contam  que suas ações os levaram a isto; se nasceram menos favorecidos, não percebem que suas atitudes podem mudar este status; se adoecem, não consideram  que somos humanos e perecemos;  se terminam  um relacionamento, não admitem  que encerraram  um ciclo e podem começar outro.  Elas se apegam a dor e a partir daí montam uma rede sintomática que provavelmente as levará à doença física e mental.

 Alguns ainda desenvolvem o que chamamos de TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático),  uma combinação macabra entre ansiedade e depressão, que pode levar ao abuso de substâncias químicas e até mesmo ao  suicídio. Isto é gravíssimo! Indivíduos com TEPT revivem a situação traumática  a todo momento e evitam sempre qualquer evento que lembre o fato corrido. Se Walkíria desenvolvesse este transtorno, provavelmente ficaria com aversão à velas, fósforos e\ou dias chuvosos, pois estes fatos lembrariam o incêndio ocorrido. Ela também não reconstruiria a sua casa e a vida amorosa. É comum, em grandes tragédias,  pessoas  com TEPT sofrerem com uma espécie de “CULPA POR TER SOBREVIVIDO”.  Exemplo disto são indivíduos que escapam de acidentes onde há vítimas fatais e se martirizam por anos achando que não mereciam  ter saído ilesos, que poderiam ter se esforçado mais para salvar  outras pessoas. Isto é muito triste, queridos! É uma espécie de “morte-viva”.

Mas, fiquem calmos, após diversas pesquisas, a psicologia positiva descobriu que podemos aprender a ser resilientes. De que modo? Regulando nossas emoções, potencializando as emoções positivas, reconhecendo nossas “forças de caráter ou qualidades humanas” e produzindo  ou fortalecendo nossos relacionamentos.  Falei grego? Eu explico:  Para regular nossas emoções é preciso que façamos sempre diante das nossas pequenas ou grandes tragédias cotidianas uma reavaliação cognitiva. Ou seja, é preciso que mudemos de perspectiva para entender o que nos acontece de forma diferente, pois afinal o crivo da realidade é determinado por nós. Por exemplo, quando rejeitados num processo seletivo qualquer, os menos resilientes entendem que não são bons o suficiente, se paralisam e provavelmente se deprimem.  Os mais resilientes, ao contrário, repensam as suas ações, entendem que provavelmente precisam se aprimorar mais e partem em busca de novas alternativas.

Para aumentar as emoções positivas é preciso  reconhecer o que lhe faz bem e atuar neste sentido. Uma outra técnica bacana é escrever diariamente pelo menos 3 acontecimentos legais ao longo do seu dia. Podem ser coisas bem pequenas, que aparentemente, você não daria muita importância, como por exemplo: quando alguém lhe faz um pequeno elogio; quando alguém lhe sorri sinceramente lhe desejando um bom dia; quando o trânsito está livre na hora do rush. Dar valor a coisas como estas, aumenta o nível de nossas emoções positivas, pois estamos acostumados a não reconhecer  quando tudo dá certo. Aceite, agradeça e escreva as coisas boas que acontecem diariamente. Assim, se tornará uma pessoa mais resiliente e por isto, mais feliz.

Uma outra maneira de aumentar a nossa resiliência é reconhecendo e utilizando as nossas forças de caráter ou qualidades humanas. Criatividade, humildade, prudência, capacidade de perdoar, capacidade de amar, liderança, perseverança, entusiasmo, generosidade, inteligência social, são exemplos de forças que cada um de nós possui e que podemos lançar mão para uma atuação mais plástica no mundo. Mas, para usarmos nossas forças é preciso reconhecê-las. Você sabe quais são as suas? Se não sabe, é preciso pesquisar, pois auto conhecimento é muito importante quando se quer aprimorar a existência.
Priorize os relacionamentos. Pesquisas demonstram que  fortalecer os laços amorosos e manter uma rede social próxima e solidária ajudam a desenvolver resiliência. Então, meus queridos, cheguem juntos, fiquem perto, solidão não leva ninguém a lugar nenhum e ainda promove estados depressivos. Comemore, ria e na dor, compartilhe! Seus amigos, seus amores, seus pares, os ajudarão nos momentos difíceis. Conte com sua rede solidária.

Fiquem atentos, pois nem sempre o trauma é integralmente negativo. Ele pode criar condições propícias para o crescimento! Para isto é preciso que você aceite-o sem culpa por ter sobrevivido, é preciso que você crie uma nova identidade,  renascendo como Fênix das cinzas, mais fortalecido e perto da imortalidade.  

Separações, doenças, perdas fazem parte da história de todos nós. Estamos vivos e isto significa que ao longo da nossa estrada seremos obrigados a passar por caminhos estreitos. Teremos que nos encolher, em determinado momento, para depois nos aprumar de volta.  Como Walkírias podemos sair por aí nos apresentando  como sobreviventes das nossas tragédias pessoais, ou podemos optar permanecer comprimidos  como molas e aguentar a pressão,  nos furtando de viver a vida com cores mais intensas. A escolha é sua.  

Adriana Santiago
Psicologia Positiva
CRP: 05-20345

Tel: 26094075 – 86622565

terça-feira, 22 de outubro de 2013

PÍLULAS CIENTÍFICAS (Por Adriana Santiago)

O Prazer está no Ar

Mau cheiro não combina com prazer, certo? Mais ou menos. Cientistas italianos descobriram que um dos componentes do pum, o gás sulfeto de hidrogênio, tem a propriedade de dilatar os vasos sanguíneos do corpo – e por isso pode funcionar como um ótimo remédio contra a impotência sexual masculina.





Churrasco Tenso!

Um levantamento feito em 581 cidades pela Associação Americana de Sociologia revelou que, quanto maior o número de abatedouros numa região, mais brigas, estupros, roubos e assassinatos acontecem por lá. O índice de crimes violentos chega a crescer 130%. Todas as vezes que olhar para um bifinho, repense! Ele pode aumentar a sua agressividade.



Excelente segurança

Quer proteger a sua carteira? Leve sempre uma foto de bebê dentro dela. Psicólogos espalharam 240 carteiras pelas ruas de Edimburgo, na Escócia, e descobriram que as carteiras com fotos de criancinhas têm 6 vezes mais chances de ser devolvidas ao dono.





Perto da cura
Foi este o avanço científico mais importante do ano de 2013, para a revista especializada Science. Em Maio, um teste clínico do HIV Prevention Trials Network concluiu que a toma de medicamentos retrovirais utilizados para combater o HIV reduzia a transmissão do vírus em 96% nas relações heterossexuais.A descoberta irá modificar a forma como são planeados os tratamentos da doença, escreve a Science.


Não Acredito!!!!!!

Estudos revelam que escutamos cerca de 200 mentiras por dia e que cada pessoa diz três mentiras em 10 minutos de conversa. Há pesquisadores que defendem ainda que a habilidade para mentir é inata, herdada da tendência evolutiva humana e visa a preservação da espécie.




Acelera Coração!
Exames de neuroimagem demonstraram que a PAIXÃO ativa áreas muito primitivas do cérebro, aquelas encontradas até em répteis. Apaixonar-se é, de fato, um dos mais irracionais comportamentos do ser humano. Além disso, a química da paixão envolve a dopamina e os resultados são aqueles fenômenos já conhecidos: sensação de bem-estar ao lado da pessoa amada, perda do apetite e do sono, emagrecimento e obsessão pelo outro. 

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pouco importa o QUANTO dura uma relação.....


A propósito das relações amorosas: Estava no supermercado ainda agora e assisti uma cena trágica se não fosse cômica, ou cômica se não fosse trágica. Uma senhorinha numa cadeira de rodas sendo conduzida pelo marido, já pela casa dos 70. Ela simplesmente tinha um pé quebrado e esbravejava, com toda a sua lucidez: "João, seu imbecil, não é este pão não! É o de milho, aquele da casa!!!!!!!!!!!!!!!" ao que João respondia,"Tá bem, querida. E o que mais?". "Deixe o carrinho aqui e vá buscar o pão!".  João trouxe o pão e não era exatamente o que ela queria. "Mas será possível, seu banana, você não faz nada direito!". João já atordoado não sabia se conduzia a malcriada e mal humorada pelos corredores do estabelecimento ou se procurava o famigerado pão de milho.Ela continuava a gritar: "Me leve para ver o pão, me leve para ver o pão!"  Eu, a meu turno, já estava com pena dos dois e um pouco irritada com a situação.  E olha que só estive presente no instante que esperava para pedir o meu pedaço de queijo branco na fila.

Fico imaginando o que levou estes dois pobres-coitados a um final de vida assim! Por que se permitiram se desrespeitar desta forma? Por que construíram isto para eles?

Vejo no consultório meninos e meninas em busca de um par, sem saber ao certo o que querem ser para o outro. Eles têm muitas exigências em relação à sua metade da laranja mas não pensam: "O que eu quero ser para uma outra pessoa!", "Como posso ser amável para alguém?". E vão sendo por aí, sem o menor pudor de se esparramar na vida alheia,  achando que o ser "amado", não tem mais do que a obrigação de servi-lo, tanto objetiva quanto subjetivamente. Depois, mais tarde, quando o objeto do amor vai embora, se perguntam: "O que eu fiz para merecer tanta decepção.", "Aquele desgraçado (a) me abandonou!!!!!!!"

Ora bolas!!!!!!!!!!!!!! Tem mais que abandonar mesmo, para ver se pelo menos sobra UM feliz! Naquele caso, João e Senhorinha estavam condenados à tristeza eterna! Transtorno amplo, geral e irrestrito. Fui embora consternada e repensando as "relações amorosas". Para que durar tanto tempo sendo tão ruim assim? Como dizia o meu preferido filósofo Espinoza, o que vale são os bons encontros, mesmo que sejam pontuais e momentâneos.

Fica a dica!

Adriana Santiago.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

NÃO É O AMOR QUE CONSTRÓI UMA RELAÇÃO



Como vão seus amores? Sim, seus pequenos, médios e grandes amores? Você está cuidando bem dos seus sentimentos? Reflito muito sobre a minha prática em consultório e dia desses, falando numa Universidade sobre o “Poder Terapêutico do Perdão”, percebi o quanto as pessoas estranham o conceito. E mais, o quanto pessoas esclarecidas intelectualmente não conseguem definir o perdão.  Puxa, será que estou misturando os temas? Amor, perdão, relacionamentos?

Não, claro que não! Todos estes assuntos estão relacionados.  As pessoas amam DEMAIS e se relacionam DE MENOS.  E ainda mais, mesmo amando MUITO, sentem uma enorme dificuldade de perdoar.  Vamos devagar e divagar!

O que mais aparece em consultório são pessoas que amam demais, não perdoam e  sentem–se amarguradas, fazendo das suas relações “amorosas” um inferno. Aqui me refiro a TODAS as relações amorosas: relações amorosas com seus pares românticos, relações amorosas com seus filhos, relações amorosas com seus pais, com seus vizinhos, com seus amigos, com seus colegas de trabalho.

No que tange aos nossos amores românticos, sempre prezamos que ele dure para sempre, mas não pensamos sobre como estamos agindo para que de fato este amor se eternize.  Muitas vezes achamos que "já que o outro me ama, tem que aturar todos os meus devaneios!” Isto funciona como uma espécie de prova de amor, entendem? Em uma ocasião perguntei a uma paciente, querendo entender suas intenções: "Para que você quer uma relação amorosa?” Ela respondeu: “Para que ele aponte meus defeitos!”. Ora, alguém que entra numa relação querendo que o OUTRO preste atenção nos seus defeitos, não pode estar querendo uma relação saudável.  É óbvio que esta pessoa não vai estar nem um pouquinho preocupada em ser amável e nem em construir uma relação em que o outro se sinta confortável.  A partir daí, equivocadamente, tudo será permitido em nome do amor: Vigiar os e-mails, controlar as mensagens, rastrear os caminhos, gritar, xingar, ofender... E aí, meus amigos, já era: este um exemplo de relação ruim que pode durar para sempre! 

Às vezes crio certa polêmica quando digo: Nem o amor ente pais e filhos é incondicional !!!!!!!!!  É só olhar para o lado agora, que você vai lembrar-se de algum exemplo neste sentido.  Estas relações, muitas vezes, são ressentidas, magoadas, cheinhas de desafetos.   E desafetos malditos!  É isto mesmo: MAL DITOS! As pessoas dizem muito mal sobre os seus sentimentos. Constroem relações familiares truncadas e vivem por anos a fio neste embate enlouquecedor. Perdoar?????????? Só de vez em quando no fim do ano para não ficar chato durante a ceia de Natal. Aqui você também pode perceber que amor, relação e perdão não andam juntos.

Os amigos, vizinhos e colegas de trabalho são mais fáceis de lidar, não é? Nem sempre. Se não somos amáveis e interessantes eles vão embora e ficamos sozinhos. Sabe aquela música do poetinha que diz “É impossível ser feliz sozinho”?  É uma verdade comprovada cientificamente. Quanto mais pessoas ao nosso redor, mais feliz e resilientes nos tornamos. Por isto, não esqueçam de manter a sua rede de relacionamentos bem ativa e saudável! Ame seu próximo e eventualmente diga isto para ele. Deixe claro o seu afeto e resolva seus desafetos.

Então, meus queridos, cuidemos bem dos nossos amores. Pois, são as relações que constroem o amor, e não o amor que constrói as relações. Se querem uma vida mais saudável e harmoniosa ame bem o seu par. Não vale amar de qualquer maneira, achando que o amor suporta desaforos. O amor para ser mantido, deve ser respeitado. Às vezes é muito melhor relações que duram menos tempo, mas são altamente gratificantes, do que relações eternas que acorrentam a nossa alma.

Fica a dica.....

Até mais.........

Se precisarem de ajuda, meus telefones para contato são

8662-2565/2709-4075/2609-2565

Atendimentos em Itaipu, Santa Rosa e Copacabana

Adriana Santiago
CRP: 05-20345

Psicologia Positiva

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Dislexia, Dislalia e Disgrafia! Entenda um pouco e potencialize as suas crianças!


Este vídeo é perfeito para mostrar como ainda pensamos de maneira restrita em relação à aprendizagem e educação. Por que uniformizamos os saberes? Se todos somos diferentes, por que impomos um modelo de educação onde a diferença não pode se expressar e o diferente se sente oprimido?

É importante reconhecer o que há de bom nas nossas crianças, o que nelas há de potência! Assim, não nos ancoramos no defeito e fazemos com que elas se realizem e atuem de modo brilhante no mundo.