sábado, 31 de janeiro de 2015

10 DICAS , comprovadas cientificamente, que podem acabar com a depressão.


10 DICAS , comprovadas cientificamente, que podem acabar com a depressão.

1)    Dê contorno a sua dor: escreva sobre o que você sente e busque o porquê de sua tristeza. A palavra escrita, materializa o pensamento e, por isto, delineia o foco do problema. Acredite, isto funciona muito.
2)    Caso você tenha algo que volta sempre como emoção negativa, busque em seus pensamentos, o que causou a dor profunda. Entenda que você não pode voltar no tempo e fazer diferente. Também não é possível cobrar do outro o que ele não tem para dar.
3)    Perdoar é o terceiro passo. Se há algo ou alguém que você não consegue perdoar, comece agora a tentar entender as razões de quem o ofendeu. Talvez, a pessoa em questão, nem saiba que te atingiu tanto. Pense da seguinte forma: “Estou travando a minha vida, quando já poderia ter usado esta energia presa para a minha evolução pessoal”.
4)    Sempre se pergunte “para quê”. Isto é fundamental. Enquanto o “para quê” te empurra pra frente, o “por que” te joga para trás.
5)    Todos os dias, a começar por hoje, se esforce para encontrar, no mínimo, três coisas boas que aconteceram no seu dia. Não precisam ser grandiosas. Pequenos acontecimentos, como: “tenho uma filha linda e com saúde” ou “ao acordar amanhã, tenho certeza que terei as três refeições principais”, bastam para amenizar a tristeza.
6)    Pense em alguém que lhe fez um bem e você não agradeceu devidamente. Escreva-lhe uma carta e, se for possível, entregue-a pessoalmente. Você não tem noção do quanto isto lhe causará fortes emoções positivas.
7)    Viva hoje como se fosse morrer amanhã. Faça uma lista de coisas que você gostaria de fazer e ainda não fez. Comece pelas possíveis e vá até as, teoricamente, impossíveis. Planeje, estabeleça prazos e faça. Você irá se sentir animado e com esperança de dias melhores.
8)    Se esforce! Sei que com a paralisia da vontade trazida pela depressão, fica tudo muito difícil. Mas isto será fundamental para que você saia deste mar de melancolia.
9)    Olhe para o lado! Tire o foco da sua dor e procure alguém que precisa da sua ajuda. Auxiliar o próximo é excelente remédio para minimizar a dor.
10)           Procure um profissional qualificado para te ajudar a se manter firme no seu propósito. Estar bem amparado é fundamental para o seu restabelecimento.


E, se precisar, entre em contato pelos telefones (021) 98662-2565, 2609-4075, ou pelo email: adrianasantiagopsi@gmail.com.


Espero ter ajudado.

Até mais,

Adriana Santiago

CRP: 05-20345

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

DEPRESSÃO - PSICOTERAPIA X MEDICAMENTOS




Tristeza profunda, paralisia da vontade, sensação de que nada vale à pena, desesperança, desamparo, dores pelo corpo sem motivos aparentes, humor irritável, estes são alguns sintomas que os pacientes deprimidos apresentam quando procuram ajuda em nossos consultórios. Geralmente, não sabem exatamente o porquê da falta de prazer nas atividades cotidianas e o motivo da dificuldade em focar a atenção. Seus pensamentos são depreciativos e pessimistas, o cansaço físico é imenso e a oscilação entre lentidão e agitação mental é bastante comum.  A melancolia não é localizada, não tem cara nem limites, ela invade as entranhas dos sujeitos e os contamina com uma cor cinza. E é desta forma que eles vêem o mundo: monocromático.
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), em 2030 a depressão afetará mais pessoas do que o câncer e problemas cardiovasculares.  É uma doença letal, pois os indivíduos deprimidos entregam-se, não lutam, e muitas vezes desistem de existir, causando a própria morte e provocando, com isto, dores intensas em seus familiares e amigos. Portanto, além de fatal, é contagiosa.
Agora, quais são as causas desta doença grave que assola a humanidade? Por que algumas pessoas reagem de forma positiva a alguns acontecimentos traumáticos, enquanto outras são assoladas por uma sensação de impotência e desespero?  Por que muitos indivíduos, diante de uma adversidade qualquer, renascem das cinzas, como Fênix e se reinventam, e outros, arrastam a corrente da amargura pela vida e nunca mais conseguem sair do lamaçal afetivo para o qual foram atraídos. As experiências infantis, as marcas indeléveis que trazemos da nossa vida infantil contam muito para moldar o jeito que reagimos às pequenas e grandes tragédias cotidianas. Esta construção de subjetividade, feita através da relação parental e do temperamento do indivíduo é fundamental para determinar se processos depressivos se instalarão ou não. Pessoas que tiveram vínculos seguros, liberdade de expressão, limites realistas, foram estimuladas em sua individualidade e autonomia na infância, reagem de forma mais positiva às adversidades normais da vida. No entanto, indivíduos cujas primeiras experiências foram nocivas, costumam reagir muito mal quando são confrontados com situações desfavoráveis.
A busca da cura da depressão através de medicamentos somente é inócua, pois como um analgésico para quem está com dor de dentes, os antidepressivos servem apenas para aliviar o sofrimento imediato, mas não curam a causa da enfermidade. Além do mais, causam efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores que os sintomas da depressão. Dores de cabeça, pressão alta, problemas estomacais, insônia, constipação intestinal e ressecamento da mucosa, falta de apetite e perda da libido são alguns exemplos. Ora, como se curar de uma tristeza profunda se o remédio para isto causa “enfezamento” e falta de tesão? A cura para a depressão sem dúvida está na reconstrução da subjetividade e auto-estima do indivíduo. Nós, psicólogos, podemos contribuir muito para ajudar nesta reinvenção, na re-significação das dores da alma, que muitas vezes fazem sofrer também o corpo físico. O entorpecimento farmacológico pode nos ajudar no início, mas é fato que sozinho não conseguirá debelar as causa do que faz sofrer o sujeito.  

Até mais,
Adriana Santiago
CRP: 05-20345

domingo, 25 de janeiro de 2015

GENTILEZA GERA....EMOÇÕES POSITIVAS


 É isto mesmo, queridos leitores, ser gentil promove bem-estar subjetivo para quem pratica e para quem recebe tal atitude. Já perceberam o quanto seu dia fica mais brilhante quando recebe um elogio ou um agradecimento de alguém? Não precisa nem ser uma pessoa muito especial, até mesmo um desconhecido tem este poder quando dá passagem no trânsito, ou lhe oferece um lugar para sentar no ônibus, na hora do rush. Esta pequena ação pode mudar o seu dia.

A potência da gentileza é tão grande que não modifica somente o indivíduo. Ela atua de forma contagiosa se alastrando e atingindo os incautos por onde passa. E os sentimentos positivos trazidos pelos atos gentis ampliam nosso horizonte mental e nos permitem solucionar problemas com mais rapidez e eficiência. A psicóloga Alice Isen, da Universidade Cornell, em Nova York, provou esta tese num amplo estudo onde investigou a capacidade diagnóstica de médicos. Mostrou a dois diferentes grupos, exames do mesmo paciente com um problema grave de fígado. Para o primeiro grupo, ofereceu um pacote com doces, antes de visualizar os exames, para o outro, não ofereceu nada. O resultado provou que os médicos  agraciados com as guloseimas avaliaram o caso com mais rapidez e demonstraram menor tendência a se fixar em um único pensamento, revelando-se dispostos a descartar conclusões precipitadas. Isto prova o quanto o pensamento das pessoas que se sentem bem por um ato gentil é mais flexível, criativo e aberto.

Estudos também revelaram que quem é gentil vive mais, pois as emoções positivas trazidas por estas atitudes influenciam beneficamente o sistema cardiovascular. Os psicólogos David Snowdon, Wallace Friesen e Deborah Danner da Universidade de Kentucky, mostraram isto através de um amplo estudo sobre envelhecimento e doença de Alzheimer. Ao avaliarem relatos autobiográficos de cento e setenta e oito freiras, concluíram que as  alegres viveram até dez anos mais que as que pouco enxergavam o lado bom da vida.

A falta de cordialidade, ao contrário, diminui nosso tempo de existência na terra, pois gera emoções negativas. Pessoas raivosas e mal-humoradas têm a taxa de mortalidade cinco vezes maior do que pessoas gentis. Sentimentos de angústia, irritação e medo aumentam a freqüência cardíaca e a pressão arterial. O corpo todo do irritado se prepara para a luta diária com ele mesmo e com os seus pares. Você já imaginou conviver, por exemplo, com um chefe hostil? Isto é devastador: Enquanto ele te chama de imbecil e incompetente não percebe que fecha a sua cognição, pois por algum tempo você ficará pensando se é ou não o que ele diz. Esta reflexão demorará um tempo que pode ser um minuto, um dia, ou mesmo um mês e, enquanto isto, você ficará olhando para o seu próprio umbigo e não conseguirá, de fato, produzir muita coisa. O problema é quando você não reconhece que esta é uma deficiência dele, não sua, sai do trabalho acreditando no que ele diz e se deprime por se sentir um lixo. Haja rivotril para controlar a depressão causada por estas palavras depreciadoras. Muitas pessoas não resilientes adoecem de fato e precisam se afastar do trabalho por conta dos efeitos devastadores destas emoções negativas que também se alastram como ervas daninhas. Por isto, grandes empresas, atualmente, focam no bem-estar geral dos seus funcionários para que eles aumentem a produção. Elogios ou recompensas monetárias são maneiras ótimas  para melhorar o desempenho profissional.

Marcel Losada, pesquisador brasileiro atuando em Harvard, provou através de extensas pesquisas que a palavra dita tem efeito enorme sobre as nossas emoções e, por conseqüência, sobre nossa vida. A chamada Razão-Losada preconiza que para cada palavra negativa dita a alguém, é preciso de cinco positivas para deixá-lo num estado neutro. Outra situação que devemos ter muito cuidado é quando chamamos atenção dos nossos filhos por  um erro qualquer. Em nenhuma hipótese é conveniente que haja xingamentos ou acusações, pois, de fato, esta bronca não será producente. O ideal e funcional é que façamos um elogio sincero antes de começar o corretivo. Depois é necessário finalizar a “chamada”, ressaltando outra virtude. Desta forma, ele abrirá a cognição, num primeiro momento, absorverá a atitude que deve tomar, e depois sairá feliz pensando na conversa que vocês tiveram, se sentindo disposto a aplicar o que combinaram. Não ofenda seu filho, pois ele pode acreditar nas suas palavras e cumprir o que você  designou. A gentileza aqui, gera bom comportamento e uma personalidade bem estruturada.

Nas relações amorosas a gentileza traz como conseqüência mais amor e respeito. Relações maduras e felizes são banhadas de atos gentis. As pessoas muitas vezes se esquecem disso e tratam o outro como se fosse sua propriedade, causando frustrações e tristezas infinitas. Recentemente assisti uma cena tenebrosa na fila do supermercado: Uma mulher dizia ao marido: “João, vá pegar o pão de milho enquanto eu pego o queijo.” João, resignado e mudo, vai até a prateleira e volta com um pacote na mão. Ela responde: “Seu idiota, não é este, é o outro com o rótulo vermelho. Volte lá e traga rápido para mim.” Ora, olhei a cena e pensei: Quanta falta de amor ao próximo. Deixei-a passar na minha frente e agradeci ao senhor João por ter me lembrado que precisava trazer o pão de milho para casa.

Portanto, queridos, aproveitem o fim de ano e repensem suas atitudes. Olhem para o lado e percebam seus pares, amores, funcionários, colegas de trabalho, com lentes mais cordiais. A ciência está aí para contradizer a tese de que “vaso ruim não quebra”. Ele quebra sim e além de tudo destrói os outros que estão ao lado. Sejamos gentis sempre, mesmo que precisemos, num primeiro momento, nos esforçar para isto. A vida flui muito mais feliz quando somos amáveis. Ah, e não esqueçam de levar um bombom para o seu médico na próxima consulta. Fica a dica.

Muito obrigada
Até breve,
Adriana Santiago
CRP: 05-20345
Neuropsicóloga Positiva, Coach pessoal e empresarial, escritora, palestrante, autora do blog Papo Cabeça com Adriana Santiago