segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

TESTE

TESTE

TESTE SEU NÍVEL DE FELICIDADE*

Instruções: Encontram-se a seguir várias afirmações sobre a felicidade. Indique o quanto concorda ou discorda com as declarações, associando um número a cada uma delas, segundo a escala abaixo.
1 – Discordo inteiramente, 2 – Discordo moderadamente, 3 – Discordo um pouco, 4 – Concordo um pouco, 5 – Concordo moderadamente, 6 – Concordo Inteiramente.



1)      Minha maneira de ser me agrada muito. (      )
2)      Interesso-me profundamente por outras pessoas. (    )
3)      Acho a vida bastante satisfatória. (     )
4)      Tenho sentimentos muito afetuosos por quase todas as pessoas. (     )
5)      Quase nunca acordo me sentindo cansado. (       )
6)      Sou especialmente otimista em relação ao futuro. (      )
7)      Acho quase tudo muito divertido. (    )
8)      Estou sempre comprometido e envolvido. (     )
9)      A vida é boa. (      )
10)   Considero o mundo um bom lugar. (    )
11)   Sorrio muito. (     )
12)   Estou bastante satisfeito com tudo em minha vida. (    )
13)   Me acho atraente. (     )
14)   Quase sempre faço o que gostaria de fazer. (   )
15)   Sou muito feliz. (     ).
16)   Encontro beleza em algumas coisas. (     )
17)   Exerço sempre um efeito alegre nos outros. (     )
18)   Encontro tempo para tudo que quero fazer. (      )
19)   Sinto que tenho controle da  minha vida. (       )
20)   Acho que posso fazer o que quer que seja. (       ).
21)   Sinto-me mentalmente vigilante. (      )
22)   Quase sempre estou alegre e entusiasmado. (       )
23)   Acho fácil tomar decisões. (       )
24)   Tenho um sentimento especial de sentido e objetivo na vida. (      )
25)   Acho que tenho muita energia. (     )
26)   Em geral, exerço influência positiva sobre os acontecimentos. (      )
27)   Divirto-me com outras pessoas. (      )
28)   Sinto-me particularmente saudável. (     )
29)   Acho que tenho memórias felizes do passado. (      )



Resultado:

De 174 a 150. Parabéns, você tem um ótimo nível de bem-estar subjetivo. Parece que quando as coisas não andam muito bem, você muda de perspectiva e se reinventa rapidamente.

De 149 a 100. Atenção, você pode melhorar o seu nível de felicidade mudando o seu olhar sobre as adversidades da vida. O caminho é este. Exercite mais ações que possam elevar a sua satisfação com a vida.

De 99 a 29. Talvez você precise de ajuda para melhorar a sua felicidade. Um bom começo é fazer os exercícios sugeridos nas páginas 11 e 12.

*adaptado do Questionário Oxford da Felicidade

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

CONVITE AULÃO CLÍNICO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE





AULÃO CLÍNICO TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE
DIA 09/12/2016 DAS 9 ÀS 13 HORAS
LOCAL: NUAPP - RUA LUIZ LEOPOLDO FERNANDES PINHEIRO, 551 SALA 503
CENTRO - NITERÓI 
TELEFONE: 3608-2565


video

domingo, 23 de outubro de 2016

ESQUIZOFRENIA: É grave, tem tratamento e é preciso desmistificar.

João Carlos*, 23 anos, foi trazido ao meu consultório por seus familiares. Estavam todos preocupados com seu comportamento estranho: se isolava, não conseguia bom relacionamento com seus pares, muitas vezes tornava-se agressivo e falava sobre coisas estranhas que pensava e ouvia.  Os sintomas começaram devagar e intensificaram quando iniciou a vida profissional, depois de  formado em Engenharia. Sentia-se pressionado e, em uma crise aguda, tentou atacar a própria irmã com uma faca, pois achava que ela representava a figura do mal.
Quando criança era considerado dentro dos padrões da normalidade, até que na adolescência começou a perceber o mundo com cores mais intensas. Os sons e as coisas pareciam ter dimensões diferentes. Os pensamentos não correspondiam à realidade compartilhada pela maioria. Vez por outra, “invadiam” a sua cabeça dizendo-lhe para cometer atos que não faziam parte de seu repertório corriqueiro: “Coma o frango, se não o fizer, sua mãe vai morrer!”; “Aquela toalha amarela que seu vizinho colocou no varal é para significar que você é homossexual”. Era como se fosse um outro ser o invadindo, convivendo com ele de maneira arbitrária. Não havia dúvidas para João. Aquela era a sua realidade. Com isto, foi se afastando de seus colegas de turma, da rua e da família. Ficava no quarto desenhando e fazendo alguns poemas que considerava recados divinos.
Ao chegar no meu consultório, João estava ansioso e se negava a tomar o antipsicótico que o psiquiatra havia recomendado. Sentia-se perseguido por todos. O meu trabalho ali era acolher e fazê-lo administrar seus pensamentos, levando-o a conviver bem com sua diferença.
A esquizofrenia é uma doença grave, mas, assim como diabetes,  tem controle e tratamento. É uma espécie de “curto circuito cerebral” causado por um descontrole da dopamina, neurotransmissor importante processado pelos neurônios.  A função deste neurotransmissor é dar relevância aos estímulos do ambiente, por isto, interfere diretamente nas representações internas que fazemos a respeito das nossas percepções. Em circunstâncias normais, a dopamina não cria estímulos, ela só faz mediação no processo de atribuição de relevância. Na esquizofrenia esta função é aumentada, por isto o paciente vê ou ouve coisas que não existem.
O problema maior deste transtorno é a compreensão do outro. Estamos ancorados em verdades compartilhadas, por isto, quando alguém vê algo que não vemos ou ouve coisas que não ouvimos, tendemos a bani-los de nosso convívio. João se afastava das pessoas, pois se sentia alheio ao mundo “normal”. Em contrapartida, o mundo afastava João, porque não compreendia e tinha medo das suas reações. Este ciclo tornava-se espiral descendente, levando João e sua família para o fundo do poço.
A ideia do tratamento multidisciplinar inclui o psiquiatra com os medicamentos, a terapia ocupacional com a inserção e a psicologia com a escuta e significação. Deste modo, cabe a nós, psicólogos, fazer com que o portador de esquizofrenia conviva bem com os seus sintomas. As vozes em sua cabeça não podem mais distraí-los, seus pensamentos intrusivos não podem mais desconcentrá-los. É preciso propor uma convivência harmônica entre o esquisito que vive dentro do paciente e a pessoa que habita o corpo em questão.
O tratamento não é fácil e é para sempre. O que não podemos é isolar e pressionar o esquizofrênico para que ele compartilhe da nossa loucura coletiva. Devemos valorizá-lo e compreender o seu modo de ver o mundo, pois os sintomas são menos graves que os estigmas que a esquizofrenia carrega. João segue em tratamento. Agora entende que precisa conviver com seus fantasmas, mas já não dá tanta importância para eles. Montou um ateliê e vende seus quadros em feiras de artesanato. Assim como Sidney Sheldon e Agatha Christie, que sofriam do mesmo mal, deu sentido ao seu eu partido.
*nome fictício.

Por Adriana Santiago
(CRP: 05-20345)
Especialista em Neurociências, Terapia Cognitivo Comportamental e Psicologia Positiva.
CONSULTÓRIO: Luiz Leopoldo Fernandes Pinheiro, 551/503. Centro – Niterói.

Tel: 98662-2565 – 3608-2565

sábado, 22 de outubro de 2016

PÍLULAS CIENTÍFICAS

AMIGO RACIONAL 


Em Berlim, pesquisadores confirmaram, através de evidências científicas, o que muitos donos de cães já sabem: eles entendem o que os humanos dizem. O estudo foi publicado no periódico “Science”. Imagens de ressonância magnética do cérebro destes animais mostraram que processam palavras ouvidas com  o hemisfério esquerdo e a entonação da voz, com o direito. Exatamente como nós, seres racionais.

Perto da Cura


Cientistas do Instituto Max Planck e da Universidade Goethe, na Alemanha, afirmam que estamos mais perto do que nunca de impedir a metástase de se espalhar por todo organismo. Eles descobriram como o tumor se aproveita da corrente sanguínea para se espalhar pelo corpo e estão chegando perto de uma estratégia para parar esta ameaça. Os resultados são extremamente promissores para a batalha contra o câncer.

Corrida e bem-estar


Correr muda o nosso cérebro e afeta o nosso pensamento. O efeito deste exercício aeróbico é a clareza cognitiva e o bem-estar emocional. Este fato foi comprovado cientificamente pelos pesquisadores Emily Bernstein e Richard Mac Nally da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica.

Alzheimer


Cirurgia realizada na Paraíba freia a evolução de Alzheimer e recupera a memória do paciente, em estágio inicial da doença. A intervenção aconteceu no Hospital Laureano  em um indivíduo de 77 anos, pelo neurocirgião Rodrigo Marmo. Esta notícia encheu de esperanças pacientes e familiares que sofrem com este mal.

Abraços



Estudo publicado na Psychological Science afirma que além de ser uma excelente demonstração de afeto, o abraço também é capaz de prevenir doenças infecciosas, gripes e depressão. O estudo foi realizado com 404 adultos saudáveis. Todos foram submetidos intencionalmente ao vírus da gripe. Um terço  deste amostra, justamente os que receberam mais abraços diariamente, não desenvolveu os sintomas ou sinais  da doença. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

VOCÊ PODE ESCOLHER SER FELIZ


UM TEMA RECORRENTE:

A busca da felicidade é tema antigo na humanidade. Filósofos e religiosos, desde séculos antes de Cristo já pensavam sobre o assunto. Agora é a ciência que tem se dedicado a esta questão. Isto porque constataram que quanto mais feliz é o indivíduo, menos adoece e mais produz. Muitas pesquisas têm sido feitas nesta área e os resultados são surpreendentes.
Uma das descobertas ressalta uma questão polêmica: 50%  da nossa capacidade de ser feliz está vinculada a aspectos genéticos. E os outros 50%? Dividem-se em 40% nas nossas atividades intencionais e 10% nas circunstâncias da vida. Isto significa que nascemos com uma tendência para felicidade, no entanto, a grande notícia é que, mesmo sendo genética, a tendência para ser feliz, pode ser modificada por nosso comportamento.  Dito de outro modo: genética não é “determinética” e isto quer dizer que podemos alterar nossa predisposição através de intervenções no ambiente em que vivemos.
A questão agora é: O que precisamente podemos fazer para aumentar ou reforçar esta tal felicidade? Se 40% só depende de nós podemos e devemos mudar o que fazemos e o que pensamos para atingir nosso objetivo.  Se observarmos as pessoas genuinamente felizes descobriremos que elas não  o são “por acaso”. Elas agem! Procuram novas interpretações dos fatos, controlam suas ideias e sentimentos. Em suma, suas atividades intencionais têm efeitos decisivos sobre a  genética e sobre as circunstâncias  em que  se encontram, por isto a fonte da felicidade pode ser encontrada em como você se comporta, no que você pensa e em que metas você estabelece a cada dia de sua vida. Não há felicidade sem ação e isto só depende de você!

 

DESCONSTRUINDO ALGUNS MITOS:

É importante, como primeiro passo, desconstruir alguns mitos. O primeiro deles é: ”A felicidade pode ser encontrada”.  Isto é uma falácia! Existem pessoas que sempre deixam para amanhã o fato de ser feliz. “Ah, quando eu me aposentar serei feliz!”; “Quando eu encontrar a minha alma gêmea estarei pleno”; “Quando  eu tiver mais dinheiro, estarei completo. ” A felicidade não está no “quando”, mas no “como” olhamos o mundo.  
Um outro mito bem comum é: “A felicidade está em mudar as circunstâncias”. Não, meus amores, nem sempre podemos mudar os fatos da nossa vida! O que podemos mudar é nossa postura diante da realidade e mais nada. Por exemplo, numa separação contundente e inesperada, não podemos impedir que o outro se vá. Mas podemos nos posicionar de modo diferenciado diante de um fato tão doloroso que não depende de nosso desejo. Podemos sentir a dor, evitando o sofrimento! Podemos sim, nos reinventar e procurar nesta adversidade algo de bom para aplacar a dor e como Fênix, renascer das cinzas.
O terceiro e último mito bem comum que precisa ser desconstruído é: "Felicidade, você tem ou não tem!". Este mito que se refere ao aspecto genético que falamos anteriormente. Essa noção de que nascemos felizes ou infelizes está por toda parte. Mas, o que as pesquisas demonstram é que cada vez mais podemos superar nossa programação genética. De maneira análoga, se você nasceu com olhos castanhos, seus olhos permanecerão sempre castanhos. Contudo, você não está condenado a obedecer às diretrizes dos seus genes. Você pode, no mínimo, comprar lentes coloridas e sair por aí de olhos azuis!

A FELICIDADE LEVA AO SUCESSO

Shawn Achor, professor e pesquisador da Universidade de Harvard, propõe em sua obra “O Jeito Harvard de ser Feliz”  (2012) que, ao contrário do que se imaginava,  é a felicidade que leva ao sucesso, e não o sucesso que leva a felicidade, como tendemos pensar normalmente. O sujeito feliz tem maior  acesso ao desempenho e realização.  A felicidade é o centro, e o sucesso é o que gira em torno dela.
A ciência define felicidade como a experiência de emoções positivas. Implica um estado de espírito positivo no presente e uma perspectiva positiva para o futuro.  Para Achor, felicidade é a alegria que sentimos quando buscamos atingir nosso pleno potencial.  Ela é muito mais que uma sensação boa:  a felicidade constitui um ingrediente indispensável para o nosso sucesso. 
O fato é que as emoções positivas abrem a nossa cognição, enquanto as negativas limitam nossos pensamentos. E este é um efeito comprovadamente biológico, pois as emoções positivas  inundam o nosso cérebro de dopamina e serotonina, substâncias químicas que não apenas  fazem nos sentir melhor, mas sintonizam os centros de aprendizagem à patamares mais elevados.
Trabalhadores felizes também apresentam níveis elevados de produtividade, fecham mais vendas, são mais eficazes em posição de liderança, recebem uma maior avaliação de desempenho, ganham mais e adoecem menos.  Empresas inteligentes cultivam  ambientes que favorecem emoções positivas, pois funcionários que vivenciam pequenas cargas  de felicidade, produzem muito melhor.
Pessoas que expressam mais emoções positivas também são mais eficientes em negociações e acordos, pois as emoções positivas expandem o nosso campo de visão periférica,  e assim podemos avaliar melhor as possibilidades apresentadas pela vida.
Crianças predispostas a se sentirem felizes também apresentam um desempenho significativamente mais elevado.  Crianças inundadas de emoções positivas são mais inteligentes e eficazes.
Você sabia que se levar um docinho para o seu médico ele terá um desempenho mais rápido e eficiente? Pois é, o nível de emoção positiva influencia na eficácia do diagnóstico médico. Médicos felizes chegam ao diagnóstico correto mais cedo e evitam ancoragem, que em linhas gerais significa a “cisma” com um diagnóstico. Pois é simples assim, esta pequena gentileza pode gerar uma vantagem criativa e de observação substancial. Este foi o resultado de uma pesquisa feita na faculdade de medicina em Harvard.
Além de estender a nossa capacidade intelectual e criativa, as emoções positivas proporcionam um rápido antídoto para a ansiedade e o estresse físico. Experimente, por exemplo, em vésperas de uma apresentação qualquer em público – se isto lhe deixa tenso – relaxar com um vídeo engraçado no youtube ou com uma conversa animada com alguém que ama.  Esta rápida descarga de felicidade causará um efeito destruidor  no estresse e na ansiedade, o que por sua vez, melhora o nosso foco e nossa capacidade de atingir o nosso mais elevado nível de desempenho.
Então, meus queridos, se querem obter o Benefício da Felicidade, tenham como META elevar o nível de suas emoções positivas. Evitem negatividades, parem de assistir novelas, invistam mais em suas próprias vidas. Bons livros, por exemplo, te levam à excelentes descobertas. Ao invés de olhar para a TV, olhe para o lado, com certeza terá alguém doidinho para lhe contar as boas novas. 

ALGUNS PASSOS IMPORTANTES PARA A CONSTRUÇÃO DA FELICIDADE.


Sonja Lyubomirsky, pesquisadora da Universidade da Califórnia, publicou em 2008 no livro “A Ciência da Felicidade” um método científico para se construir uma felicidade real e duradoura. Segundo a autora, algumas estratégias podem contribuir para ajudá-lo a construir uma vida mais plena de sentido e significado, o que lhe trará bem-estar subjetivo.
1)    Pratique a gratidão. Descobriu-se que pessoas gratas com regularidade são efetivamente mais felizes, energizadas e esperançosas. Sentem emoções positivas por mais tempo e com  mais frequência.
2)    Cultive o pensamento positivo. Os otimistas são mais bem-sucedidos em um grande número de áreas – profissional, acadêmica, atlética, social e até na saúde. Pesquisas confirmam que, diante de um diagnóstico grave, os otimistas não negam a situação. Em vez disso, aceitam a realidade e esforçam-se para tirar o máximo de proveito e até crescer com a situação. Por isto, os otimistas são fisicamente mais saudáveis.
3)    Evite cismas e comparações sociais. Numerosos estudos nas últimas duas décadas mostraram que a cisma conduz a uma porção de consequências adversas: conserva ou piora a tristeza, estimula o pensamento negativo, prejudica a capacidade que uma pessoa tem de resolver problemas, esgota a motivação e interfere na concentração e iniciativa. As Comparações Sociais só são úteis, quando nos inspiram a lutar por objetivos ambiciosos ou a melhorar nossas fraquezas. Podem ser úteis também quando faz com que nos sintamos melhores quanto a nossas próprias dificuldades. Porém, na maior parte do tempo, elas são usadas de modo prejudicial, pois podem causar inveja, sentimento paralisante e anti-produtivo.
4)    Pratique gentileza. Pesquisadores observaram que ser gentil e generoso leva o indivíduo a perceber os outros de maneira mais positiva e benevolente. Além disso: Tira o foco de suas dificuldades e ruminações, alivia a culpa e mal-estar em relação ao sofrimento dos outros, proporciona maior autoconhecimento (vc se reconhece uma pessoa melhor), possibilita o aprendizado de outras atividades, proporciona senso de eficácia e realização, faz com o outro goste mais de você, diminui os sintomas da depressão, aumenta os sentimentos de felicidade, auto-estima, ascendência e controle pessoal.
5)    Cultive relações sociais. As amizades não acontecem, elas são construídas. Psicólogos sugerem que o número mágico é ter três amigos ou companheiros com os quais possa realmente contar.
6)    Desenvolva estratégias de superação de dificuldade: Superar as dificuldades é o que as pessoas felizes fazem para aliviar a dor e o estresse causados por um acontecimento ou situação negativos . Isto se chama “administração de demandas estressantes”.
7)    Aprenda a perdoar. De todas as estratégias para se atingir a felicidade, o perdão é a mais contundente. Significa retirar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, e cessar a exigência de castigo ou restituição.
8)    Aumente a sua experiência de fluxoO fluxo proporciona um prazer natural que, ao contrário dos prazeres artificiais ou hedonísiticos, traz uma experiência positiva, produtiva e controlável, que não gera culpa, vergonha ou qualquer dano a si mesmo ou a sociedade. Procure saber o que você gosta de fazer e faça com frequência.
9)    Saboreie as alegrias da vida. Viva o momento contemplando cada detalhe do seu presente e reconheça os pequenos instantes de alegria e contentamento.
10)  Comprometa-se com seus objetivos.  Por trás de uma pessoa feliz, há sempre um projeto. Pessoas que lutam por alguma coisa importante, seja aprender uma nova habilidade, mudar de carreira ou criar filhos com princípios morais, são muito mais felizes do que as que não têm grandes sonhos ou aspirações. O projeto em si é até mais importante do que sua realização.
11)  Pratique a espiritualidade. Pessoas espiritualizadas têm saúde mental superior, lidam melhor com os fatores de tensão, têm casamentos mais satisfatórios, usam drogas e alcool com menor frequência, são fisicamente mais saudáveis e vivem vidas mais longas.

12)  Cuide do seu corpo. Estudos comprovaram que exercícios físicos são tão eficazes contra a depressão, quanto medicamentos.   Com a diferença de que são menos dispendiosos e não causam efeitos colaterais. Entregar-se ao exercício físico faz com que o indivíduo  se sinta “dono” de seu corpo e de sua saúde. Esta sensação é também fisiológica: o exercício eleva os níveis de serotonina, de maneira similar aos efeitos do PROZAC. 
Adicionar legenda

Este é o resultado do nosso trabalho no PROTEME (Programa de Emagrecimento Definitivo). Usando técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental e Psicologia Positiva (mais informações pelo telefone 3608-2565). Estes resultados foram obtidos em menos de 3 meses. Parabéns Grazielle Pereira, tenho muito orgulho de você. — em Nuapp - Núcleo De Aplicação Da Psicologia Positiva.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

PÍLULAS CIENTÍFICAS

Ensinando bondade

É possível aprender a ser bom. É isto que afirmam pesquisas realizadas nas Universidades da Califórnia, Stanford e Wisconsin, nos EUA. Estudiosos no assunto provaram que treinando o cérebro através da meditação, podemos potencializar a nossa empatia e, com isto, tornarmo-nos mais amorosos e bondosos. 

Solta voz!

Cientistas descobriram áreas cerebrais especializadas em interpretar gritos como sinal de perigo. Foi esta capacidade que  aumentou as chances de sobrevivência dos nossos antepassados.  David Poeppel e colaboradores, na Universidade de Nova York, analisaram gritos de voluntários e observaram que estes sons ocupam posição específica no espectro auditivo que ativam a amígdala cerebral, responsável por nossas emoções básicas de medo e estado de atenção.

Backup eterno


Estudo publicado no eLife garante que é possível que as lembranças permaneçam marcadas no núcleo das células nervosas eternamente, o que permitiria sempre recuperação. Em outras palavras: depois de vivido, é impossível esquecer.

“Marvada” pinga



Álcool na adolescência prejudica a aprendizagem. Esta é a conclusão de diversas pesquisas realizadas na Universidade de Duke, nos EUA. Nesta etapa da vida, o cérebro ainda não está totalmente maduro, por isto o abuso de bebidas alcoólicas pode causar danos irreversíveis à função cerebral, levando o indivíduo ao desenvolvimento de anormalidades estruturais e funcionais, o que causa prejuízo na capacidade de fixação e memorização de conteúdos aprendidos.

Lição/ li, cão



Em São Paulo, a psicóloga Lílian Bertolo e a psicopedagoga Andréa Petenucci desenvolveram um projeto chamado Entre Patas e Letras que estimula a leitura assistida por cães para potencializar o prazer de ler em crianças em situação de vulnerabilidade social. Descobriram que a presença do animal funciona como um suporte motivador por imprimir um caráter lúdico e acolhedor à situação.

Alemão indesejado



Nos últimos anos foram publicados vários estudos que apontam marcadores biológicos em comum para problemas cardíacos e distúrbios neurológicos ou psíquicos. Um deles, divulgado pela Neurology em 2011, relaciona níveis altos de colesterol na meia-idade a um risco maior de desenvolver Alzheimer duas ou três décadas mais tarde. “Maiores quantidades de colesterol ‘ruim’ no sangue por volta dos 40 anos têm alguma relação, ainda não totalmente esclarecida, com o futuro aumento da produção e acúmulo no cérebro das proteínas alteradas que caracterizam a doença”, explica o nutrólogo Neal Barnard, professor de medicina da Universidade George Washington. 

sábado, 10 de setembro de 2016

TESTE SEU NÍVEL DE RESILIÊNCIA

Por Adriana Santiago

Como Você Reage às Suas Tragédias Pessoais?

Escolha uma das opções para cada pergunta abaixo. Em seguida, some os pontos e veja qual o seu nível de resiliência:

A)   Quando sofre uma decepção amorosa, você:


(             (1)      Sente muito, mas considera que  faz parte da vida. Você não será a (o) primeira (o), nem a (o) última (o) a passar por isto.
(              (2)    Sofre horrores e busca culpados para o seu relacionamento “não ter dado certo”.
               (3)    Não perdoa quem lhe abandonou e sai em busca de vingança.

B)   Diante de uma avaliação qualquer, você não se sai bem, o que pensa?


                          (1)    Da próxima vez vou estudar mais para ter um melhor resultado.  
(                         (2)    Estou  arrasada (o), sou incompetente.
(                          (3)    Sou um fracasso total e não tenho jeito mesmo. Não adiante estudar, eu nunca irei me dar bem.

C)    Quando chega à parada do ônibus, descobre que ele acabou de passar:


                       (1)    Logo, logo passa outro. Devo ter me livrado de algo ruim.
(                       (2)    Puxa vida! Este não é o meu dia de sorte.
(                       (3)    Sabia que isto ia acontecer. Só podia ser comigo.

D)   Se um amigo lhe dá algumas dicas no sentido de melhorar a sua performance no mundo, você acha que:


(                       (1)    Ainda bem que tenho pessoas bacanas para me dar um feedback.
                        (2)    Ele só pode estar com inveja de mim.
(                        (3)    Não mudo mesmo. Eu nasci assim, eu cresci assim e vou morrer assim.

E)    Você acaba de comprar uma bicicleta lindíssima! Na mesma semana  sofre um assalto e levam seu mais novo brinquedo. Você reage assim:


(                           (1)    Compra outra rapidamente, independente de qualquer coisa.
(                            (2)    Fica alguns dias muito triste, sem saber o que fazer.
                             (3)    Morre de ódio do assaltante e diz que nunca mais comprará uma bicicleta como aquela.

F)    Uma pessoa querida morre. Qual é o sentimento que predomina em você?


(                             (1)    Saudade  (mas morrer faz parte da vida). 
                               (2)    Tristeza profunda (isto não podia ter acontecido).
                               (3)    Desespero (como vou fazer sem ele/ela por perto?)

G) Você descobre ter uma doença grave. Como reage?


                             (1)    Procura todas as alternativas viáveis para se curar logo.
                             (2)    Fica paralisado sem saber o que fazer.
                             (3)    Entra em desespero e considera que nada do que fizer adiantará.

 

H)   Se alguém que considera não faz o que você sugere :


(                         (1)    Compreende que a escolha é individual. Você não pode decidir pelo outro.
(                         (2)    Fica muito decepcionado e não entende como o outro pode fazer isto contigo.
                           (3)    É capaz de brigar e até mesmo desfazer relações.

 

I)      Foi demitido, e agora?


(                         (1)    Rapidamente contacta conhecidos e amigos, distribui curriculum e sai em busca de novas oportunidades.
                          (2)    Pensa que será muito difícil conseguir uma  outra chance, pois existe uma crise enorme no País.
                         (3)    Sente que o mundo ruiu e entra em desespero.

J)      Seu sorvete cai no chão, você:


                            (1)    Compra outro imediatamente, pois não admite que o Universo conspire contra sua vida.
                            (2)    Entende que foi bom, pois não deveria tomar sorvetes.
                            (3)    Fica indignando e acha que este é só um sinal. Vem coisa pior por aí.


RESULTADO:
DE 10 a 15: Parabéns. Você, provavelmente é uma pessoa incrível, otimista, que sabe levar a vida na flauta. Respeita o outro e a si mesmo e não permite que as adversidades, comuns a todos nós, te deixem no chão.
De 16 a 25: Atenção. Você pode aumentar o seu nível de resiliência se mudar a  maneira de olhar para a vida. Um pouco de exercício e tudo ficará muito bem.
De 26 a 30: Cuidado.  Seja mais flexível. Olhe para o lado. Perceba o quanto está exagerando na auto-referência. O mundo não está contra você.  Procure ajuda de um profissional, ele poderá ajudá-lo a modificar as suas crenças.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

RESILIÊNCIA: QUANDO OS PROBLEMAS TE EMPURRAM PARA FRENTE


Walkíria, 35 anos, mulher linda, médica, já tinha passado por várias situações desagradáveis na vida, mas nada se comparava ao que estava por vir. Saiu num dia chuvoso para uma festa com seu marido e ao voltar, numa crise absurda de ciúme, ele incendiou a casa, na tentativa de matá-la. Tudo foi consumido nas chamas, mas ela conseguiu escapar. Perdeu todos os seus livros, fotos importantes e irrecuperáveis, jóias, documentos, mas não perdeu a sua identidade.  Junto aos objetos foi também  a noção de família que havia criado. Perdeu a ilusão de que vivia uma história de amor. Caiu por terra o que tinha  projetado para a  sua vida. Estarrecida diante da situação, sofrendo muito, até chorou! Mas, imediatamente, arregaçou as mangas e começou a tratar de reconstruir o que havia sido destruído. Dor? Claro que ela sentia. Era muita e era física! Mas isto não a impedia de seguir na sua reinvenção.  Hoje está muito bem; a casa foi reconstruída e a vida também.

Esta é a história de uma paciente, mas poderia ser a sua. Com certeza você deve ter passado por situações muito difíceis! De que maneira atuou nesta ocasião? Como está reagindo às suas tragédias pessoais? Existem pessoas que sucumbem ao menor sinal de estresse. Não se sentem capazes de ter atitudes e se recuperar numa situação traumática. Pensam assim: “Como eu sou infeliz! Isto só acontece comigo!” ou “Caramba, meu amigo tem uma vida perfeita, a minha é uma droga!”, ou mesmo, “Nunca conseguirei sair desta situação!”. Não conseguem entender que viver significa correr riscos e que todos nós estamos expostos às adversidades na vida. Elas insistem em pensar que tal fato  não poderia  ter acontecido, que nunca mais irão se recuperar de uma desgraça tão grande. Se perdem alguém, não entendem que este é o curso “natural” da história; se passam  por dificuldades financeiras, não contam  que suas ações os levaram a isto; se nasceram menos favorecidos, não percebem que suas atitudes podem mudar este status; se adoecem, não consideram  que somos humanos e perecemos;  se terminam  um relacionamento, não admitem  que encerraram  um ciclo e podem começar outro.  Elas se apegam a dor e a partir daí montam uma rede sintomática que provavelmente as levarão à doença física e mental.
 Alguns ainda desenvolvem o que chamamos de TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático), uma combinação macabra entre ansiedade e depressão, que pode levar ao abuso de substâncias químicas e até mesmo ao suicídio. Isto é gravíssimo! Indivíduos com TEPT revivem a situação traumática a todo momento e evitam sempre qualquer evento que lembre o fato corrido. Se Walkíria desenvolvesse este transtorno, provavelmente ficaria com aversão à velas, fósforos e\ou dias chuvosos, pois estes fatos lembrariam o incêndio ocorrido. Ela também não reconstruiria a sua casa nem a vida amorosa. É comum, em grandes tragédias,  pessoas  com TEPT sofrerem com uma espécie de “culpa por ter sobrevivido”.  Exemplo disto são indivíduos que escapam de acidentes onde há vítimas fatais e se martirizam por anos achando que não mereciam ter saído ilesos, que poderiam ter se esforçado mais para salvar  os outros. Isto é muito triste, queridos! É uma espécie de “morte-viva”.
Mas fiquem calmos, após diversas pesquisas, a Psicologia Positiva descobriu que podemos aprender a ser resilientes. Este é um conceito novo em Psicologia. O termo foi emprestado da Física e significa a capacidade do indivíduo se recuperar de adversidades. Alguns sujeitos são mais elásticos e voltam com facilidade, e muitas vezes até melhor, das pequenas tragédias cotidianas. Outros funcionam como lata, depois de amassados por estresses do dia a dia, não voltam para o lugar. Permanecem assim, avariados eternamente.  
Todos estamos sujeitos à derrotas na nossa trajetória. O importante é sabermos como transformar momentos difíceis em estímulos para superação. A Psicologia Positiva sugere que é absolutamente necessário que regulemos nossas emoções. Para isto é preciso que façamos sempre diante das nossas pequenas ou grandes tragédias cotidianas uma reavaliação cognitiva. Ou seja, é preciso que mudemos de perspectiva para entender o que nos acontece de forma diferente, pois afinal o crivo da realidade é determinado por nós. Por exemplo, quando rejeitados num processo seletivo qualquer, os menos resilientes entendem que não são bons o suficiente, se paralisam e provavelmente se deprimem.  Os mais resilientes, ao contrário, repensam as suas ações, entendem que provavelmente precisam se aprimorar mais e partem em busca de novas alternativas.
O aumento das emoções positivas também favorece a resiliência. Para isto é preciso reconhecer o que lhe faz bem e atuar neste sentido. Uma técnica interessante é escrever diariamente pelo menos três bons acontecimentos  ao longo do seu dia. Podem ser coisas bem pequenas que, aparentemente, você não daria muita importância como, por exemplo, quando alguém lhe faz um pequeno elogio; quando alguém lhe sorri sinceramente lhe desejando um bom dia; quando o trânsito está livre na hora do rush. Dar valor a coisas como estas, aumenta o nível de nossas emoções positivas, pois estamos acostumados a não reconhecer quando tudo dá certo. Valorize o que é bom.
Uma outra maneira de aumentar a nossa resiliência é reconhecer e utilizar nossas forças de caráter ou qualidades humanas. Criatividade, humildade, prudência, capacidade de perdoar, capacidade de amar, liderança, perseverança, entusiasmo, generosidade, inteligência social, são exemplos de forças que cada um de nós possui e que podemos lançar mão para uma atuação mais plástica no mundo. Mas, para usarmos nossas forças é preciso reconhecê-las. Você sabe quais são as suas? Se não sabe, é preciso pesquisar, pois auto-conhecimento é muito importante quando se quer aprimorar a existência. Em que você é bom?
Priorize os relacionamentos. Pesquisas demonstram que fortalecer os laços amorosos e manter uma rede social próxima e solidária ajudam a desenvolver resiliência. Então, meus amigos, cheguem juntos, fiquem pertos, solidão não leva ninguém a lugar nenhum e ainda promove estados depressivos. Comemore, ria e na dor, compartilhe! Seus amigos, seus amores, seus pares, os ajudarão nos momentos difíceis. Conte com sua rede solidária. Mas, não esqueça de ser breve em seu relato. Ninguém suporta por muito tempo uma pessoa que vive a reclamar.

 Fiquem atentos, pois nem sempre o trauma é integralmente negativo. Ele pode criar condições propícias para o crescimento! Para isto é preciso que você aceite-o sem culpa por ter sobrevivido.  É preciso que você crie uma nova identidade,  renascendo como Fênix das cinzas, mais fortalecido e perto da imortalidade.  Separações, doenças, perdas fazem parte da história de todos nós. Estamos vivos e isto significa que ao longo da nossa estrada seremos obrigados a passar por caminhos estreitos. Teremos que nos encolher, em determinados momentos, para depois nos aprumar de volta.  Como Walkírias podemos sair por aí nos apresentando  como sobreviventes das nossas tragédias pessoais, ou podemos optar permanecer comprimidos  como molas e aguentar a pressão,  nos furtando de viver a vida com cores mais intensas. A escolha é sua.  

domingo, 5 de junho de 2016

“PERDOAR FAZ BEM PARA O CORPO E PARA A ALMA”

PARA QUE PERDOAR?

“Aquele infeliz do meu marido me traiu!”, “A vida não foi boa comigo!”, “Não consigo esquecer as coisas ruins que vivi na minha infância!”, estas são exclamações comuns nos consultórios de psicologia. Restos de mágoas acumuladas, desejo de vingança ou simplesmente tristeza profunda por sentimento de injustiça atravancam o progresso de quem não consegue perdoar. O sujeito se agarra às lembranças do que lhe fez sofrer e monta uma rede subjetiva onde tudo converge para a sua dor. Ao arrastar as correntes destes ressentimentos, se amarra ao outro tornando a vida muito menos prazerosa e produtiva. Não tarda para que as dores da alma se expressem no corpo, fazendo com que adoeça gravemente.
Quando não perdoamos ressentimos a dor do já vivido e transformamos algo que poderia ser passageiro, em eterno. Vejamos um exemplo: Maria não perdoa sua mãe por ter negligenciado suas necessidades emocionais quando era uma criança. Sente-se triste e sem esperanças, pois ao olhar para o lado, percebe mulheres mais seguras e bem resolvidas. Atribui seus defeitos ao fato de sua mãe não ter podido lhe dar o que “merecia”. Já falecida, a mãe nem soube das amarguras da filha. No entanto, Maria ainda revive a privação emocional atribuída a sua infância. Não consegue perceber que sua genitora não tinha recursos internos para tratá-la com o carinho e atenção, pois sua vida também não tinha sido muito fácil. Ao não perdoar, a tristeza se perpetua e o foco é a dor. Se pudesse entender, e isto faz parte do processo terapêutico, que a sua mãe não tinha outra possibilidade e nem escolha, teria a perdoado e liberaria sua energia vital para seus projetos pessoais.
Qual seria, então, a vantagem de não perdoar? A mãe já não pode mais reparar os danos causados. Não há nada a fazer a não ser utilizar de empatia e se colocar no lugar da outra, que se tivesse alternativa, teria escolhido ser melhor do que foi. Maria não consegue ficar bem e, rancorosa, afasta as pessoas que teriam possibilidade de lhe dar o amor que tanto almejou. Ninguém ganha com o fato de não perdoar. É um jogo sem vencedor.  

Por que perdoar é tão difícil?


Simplesmente porque as pessoas confundem perdão com reconciliação, esquecimento ou até mesmo com cumplicidade. Perdoar não significa que você tenha que “ficar de bem” com seu algoz, nem muito menos “passar uma borracha” no que ele fez. Também não tem a ver com concordar com a atrocidade cometida. É por conta deste erro cognitivo que, muitas vezes, os sujeitos ficam presos ao fato negativo. Perdoar significa somente ressignificar o ocorrido, compreendendo a partir da perspectiva do outro. É difícil? Nem tanto.

Como posso aprender a perdoar?


Você pode começar a treinar a partir de agora. Imagine algo que considera imperdoável. Por exemplo, o fato de ter sido traída (o) por alguém. Pense bem se vale a pena ressentir a amargura causada pelo evento. Em primeiro lugar, nada irá mudar o passado. Em segundo, reviver a emoção só fará mal a você. Então, lembre-se do acontecido com compaixão e procure entender a razão ou o limite do outro para  fazer o mal que fez.  Agora, libere está pessoa e vá viver a sua vida, concentrada nos aspectos positivos que esta pode lhe oferecer.

Como o perdão pode melhorar a saúde do corpo e da alma?


Muitas pesquisas têm sido realizadas para comprovar o poder terapêutico do perdão. Atualmente, este assunto deixou de ser exclusividade da religião e tomou espaço na ciência. A questão é tão séria e contundente  que vários estudos científicos acontecem neste sentido  demonstrando  que não apenas a depressão, mas dores de cabeça e musculares (principalmente nas costas), fibromialgia, gastrite, úlceras, problemas cardiovasculares e gastrointestinais, hipertensão, doenças alérgicas, urticárias e outras enfermidades são causados pela incapacidade de perdoar.
 Liderado por cientistas, psicólogos, políticos, entidades religiosas e médicos, este é um movimento mundial que tem crescido nos últimos anos. O objetivo é propagar os benefícios do perdão. Pelo menos cinquenta estudos são realizados atualmente, como parte de um programa chamado Campanha para a Pesquisa do Perdão (www.forgiving.org). Vítimas da guerra no Vietnã, mães que perderam filhos no conflito entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, casais que viveram a infidelidade conjugal e pessoas que tiveram parentes assassinados são exemplos do universo pesquisado. 
Em 2001, Charlotte Van Oyen Witvliet, professora de Psicologia do Hope College, em Michigan, EUA, e seus colegas fizeram uma experiência com setenta e um voluntários. Pediram que se lembrassem de alguma ferida antiga, algo que os tivesse feito sofrer. Nesse instante, registrou-se o aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da tensão muscular, reações idênticas às que ocorrem quando as pessoas sentem raiva. Quando orientados a se imaginarem entendendo e perdoando as pessoas que lhes haviam feito mal, se mostraram mais calmos, e com pressão e batimentos menores. Este estudo provou como os sentimentos interferem na organização do nosso corpo físico e como o ato de perdoar pode melhorar as funções vitais.
Em Stanford, na década de 90, Fred Luskin criou um projeto para o perdão, onde o descreve como uma forma de atingir a calma e a paz, tanto com o outro quanto consigo mesmo. A terapia que propõe encoraja as pessoas a terem maior responsabilidade sobre suas emoções e ações e serem mais realistas sobre os desafios e quedas. Para Luskin o perdão não elimina o fato, apenas o torna menos importante. Perdoar significa ficar em paz mesmo tendo sofrido um mal. É preciso que o prejudicado leve a vida em frente, o que não o impede de procurar justiça, mas sem uma perspectiva rancorosa ou transtornada.
Robert Enright, da Universidade de Minessota, em 1994, inaugurou o Instituto Internacional do Perdão. Sua intenção era aplicar anos de pesquisas e partilhar experiências sobre afetividade e perdão na cura pessoal e progresso da paz mundial. Seus estudos mostraram que quem perdoa melhora sintomas de ansiedade e depressão. Em um dos projetos junto à Dra. Suzenne Freedman, da Universidade de Northern Iowa, com vítimas de incesto, comprovou que as mulheres sofrendo de distúrbios emocionais por 20 ou 30 anos, levaram aproximadamente um ano para perdoar seus algozes. Eles encontraram também resultados positivos similares com diferentes populações: homens e mulheres viciados em drogas, pacientes terminais de câncer, casais próximos ao divórcio, adolescentes encarcerados e pacientes cardíacos.
Percebemos, portanto, como a ciência tem evoluído na compreensão e aplicação do poder terapêutico do perdão. A Psicologia Positiva faz parte deste movimento e o compreende como fundamental para o processo de cura e potencialização do indivíduo. Aprender a perdoar é um continuo ato de desembaraçar os pensamentos emaranhados na dor. O trabalho terapêutico fornece ferramentas que permitem acionar este processo. A prática clínica tem comprovado que transtornos causados pelas dores dos ressentimentos e restos de mágoa apresentam solução à medida que os pacientes aprendem a perdoar o outro e a si mesmos. Assim, meus queridos leitores, exercitem o perdão e sintam-se liberados para viver de forma mais intensa, saudável e produtiva.
Não perdoar é como pegar um carvão em brasa para jogar no outro: você, com certeza, será queimado.” (Buda).

Até mais!!!